23 de Maio de 2016

Estilhaços e ambulâncias

texto e fotografia João Ricardo

Dois duos na Sonoscopia, Porto, representativos das novas correntes da improvisação. Um ofereceu uma música fragmentária e feita de desintegrações, feita com trompete e electrónica, o outro combinou explosões enérgicas e silêncios, com um acordeão e um saxofone soprano. Era um avião a passar? Não, não era.

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23 de Maio de 2016

Na encruzilhada

texto Nuno Catarino fotografia Elisa Essex

A jazz.pt assistiu àquele que é um dos mais importantes festivais de jazz do mundo, este ano com duas representações portuguesas, a de Susana Santos Silva, em duo com Kaja Draksler, e a do LUME de Marco Barroso. Aí se ouviu de tudo um pouco, desde revisitações da tradição até propostas que vão para além dos confinamentos do jazz. No fim, o seu programador, Reiner Michalke, apresentou a demissão. Qual será o futuro deste festival com quase meio século de vida? Não se sabe…

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11 de Maio de 2016

Um tsunami de emoções

texto Rui Eduardo Paes fotografia José Félix da Costa e Mauro Medda

E lá se cumpriu mais uma edição do “congresso dos improvisadores”, a sétima, com cerca de 90 participantes de 14 países. Com festa, bons concertos e o envolvimento da população numa iniciativa única no mundo que abala quem lá vai e muda a sua maneira de entender a música e até a vida. A jazz.pt esteve lá, ouviu, viu e usufruiu da muito particular experiência que é ir ao MIA. Aqui está a reportagem…

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11 de Maio de 2016

Vivo e recomendado

texto João Ricardo fotografia Alexandre Delmar

A Casa da Música promoveu mais uma edição do festival dedicado às novas tendências do jazz europeu. Os grupos portugueses tocaram sempre nas segundas partes das “double bills”, em atitude de afirmação da música nacional, e foram muito variadas as propostas, demonstrando a riqueza do que se vai fazendo com o rótulo “jazz”. Saldo mais do que positivo.

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9 de Maio de 2016

Motim jazz

texto Filipe Freitas fotografia Clara Pereira

A jazz.pt foi ao Lincoln Center ouvir o concerto do pianista e compositor cubano em que se prestou homenagem a Cinqué, o líder da revolta dos escravos no navio La Amistad, a mesma que Spielberg levou para o cinema. Uma noite em Nova Iorque com sabores afro-latino-caribenhos .

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3 de Maio de 2016

Olhos fechados e gritos

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

O grupo do baterista e compositor canadiano veio a Portugal para um par de concertos e a gravação de um disco ao vivo. A jazz.pt foi ouvi-los no segundo dia de passagem pela SMUP, o Dia-em-que-a-Mãe-África-Ressuscitou-em-Nós que era ainda o do Trabalhador e, porque o contexto faz a ocasião, também o Dia do Canadá.

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2 de Maio de 2016

O mesmo e o diferente

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Mais duas noites de improvisação na SMUP, com abordagens muito distintas da mesma. Numa, um solo de bateria que foi mais do que um solo de bateria, na outra um agora quinteto que juntou à sua habitual entrega a timbres e texturas uma utilização de ritmos e frases melódicas. Quem disse que estas eram músicas “difíceis”?

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27 de Abril de 2016

Podíamos chamar-lhes The Schematics

texto Rui Eduardo Paes fotografia João Duarte

O trio formado por Rudi Mahall, Florian Stoffner e Paul Lovens fez uma rápida passagem por Portugal para mostrar a sua improvisação baseada na exploração de esquemas bem urdidos. Fomos ouvi-los a Coimbra, no incontornável Salão Brazil. Uma noite para não esquecer.

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26 de Abril de 2016

Partículas, cordas e tudo, tudo

texto Rui Eduardo Paes fotografia Vera Valente

Um solo, um duo e um trio final envolvendo três cordofones, tocados com e sem arco. Um triplo concerto feito de partículas e de cordas projectadas no espaço, sugerindo a Teoria das Cordas no caminho da construção da Teoria de Tudo. Aconteceu na SMUP.

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25 de Abril de 2016

Caos ordenado

texto João Ricardo fotografia Vítor Medeiros

Mudanças de disposição, impulsividade, inquietude, criatividade, nervosismo: assim foi a música apresentada pelo trio alemão na Porta-Jazz, a 21 de Abril passado, um dos pontos de paragem da sua minidigressão por Portugal. Christian Lillinger esteve em todas, de “breakbeats” a “offbeats”, com Philipp Gropper e Ronny Graupe a resgatarem-no do frenesi.

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19 de Abril de 2016

Ao vivo e via Net

texto e fotografia João Ricardo

Em mais uma sessão da série Microvolumes, assistiu-se a um convencional concerto de uma dupla escandinava situável entre a improvisação reducionista e o noise e a uma interligação radiofónica pela Internet em tempo real entre músicos do Porto (Sonoscopia), Lisboa (Palácio Sinel de Cordes) e Montemor-o-Novo (Oficinas do Convento). Duas maneiras muito diferentes de criar e ouvir música. Estivemos lá…

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4 de Abril de 2016

Dia da verdade

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

O Dia das Mentiras foi o da estreia de um novo projecto de Francisco Andrade que envolve dois grandes do jazz nacional, Mário Delgado e João Lencastre. E foi bem verdadeira a surpresa causada, com energia rock e um saxofone tenor roufenho e explosivo que lembrou por vezes Gato Barbieri, estranhamente em vésperas do seu desaparecimento.

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29 de Março de 2016

Amêndoas de Páscoa

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Foram doces, as amêndoas oferecidas pela SMUP em semana de Páscoa. Nuno Rebelo veio de Barcelona para improvisar “sem idiomas” com Ulrich Mitzlaff e Marco Franco, e Nuno Torres, Hernâni Faustino e Nuno Morão apresentaram um free à maneira dos anos 1970, mas com sabor a hoje.

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28 de Março de 2016

Sexta-feira Santa

texto Rui Eduardo Paes fotografia João Duarte

Em dia santo, música em estado de graça (ou quase). O conimbricense Salão Brazil recebeu dois concertos especiais, e não só porque se celebravam os 30 anos da Rádio Universidade de Coimbra. A dupla Susana Santos Silva / Torbjorn Zettergerg convidou Carlos “Zíngaro” a juntar-se a eles e os Fail Better! apresentaram a sua nova configuração com Albert Cirera e Marco Franco.

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23 de Março de 2016

Fizeram mal, portalegrenses

texto Gonçalo Falcão fotografia João Belém

Sala pela metade para a segunda parte do festival de jazz de Portalegre, apesar de ali se ter apresentado no fim-de-semana de 18 e 19 de Março um grupo com os pergaminhos do Eric Revis Trio. Foi um grande concerto, assim como os que se lhe seguiram, com Slow is Possible e Chrome Hill. A gente da cidade não gosta de música?

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22 de Março de 2016

Caleidoscópio jazz

texto Rui Eduardo Paes fotografia Andreea Bikfalvi, Jessica Cravo e Bruno Saavedra

Mais um ano, mais uma maratona de jazz no Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa. A oferta dada a ouvir entre 18 e 20 de Março era variada e teve momentos de qualidade excepcional. Brilharam o Lisbon Underground Music Ensemble, os Slow is Possible, Susana Santos Silva, JPES Trio, Rodrigo Amado Motion Trio, João Barradas com Greg Osby e TGB.

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18 de Março de 2016

Noite de festa

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

A comemoração dos 15 anos de vida da editora portuguesa não podia ter melhor cartaz do que um concerto de Eric Revis, Kris Davis e John Betsch. Cantou-se em uníssono a Pedro Costa e a música entrou num registo de abandono como só se ouve no jazz.

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16 de Março de 2016

Domingo de sol

texto João Ricardo fotografia Vítor Medeiros

O compositor e contrabaixista norte-americano apresentou-se em Serralves no final da tarde de domingo. Primeiro a solo, sentado diante um computador, e depois tocando o seu contrabaixo. Mais adiante, juntaram-se a ele os portugueses Gonçalo Almeida, José Valente, Jorge Queijo e Sérgio Carolino. Apoteose e palmas incessantes.

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13 de Março de 2016

Catarse sem êxtase

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

O guitarrista de Lisboa apresentou na Parede aquilo que vai fazer durante a digressão que o levará no final deste mês à Rússia e a outros países europeus: improvisação noise a solo. Foi um concerto intenso, com uma trave a cair do tecto devido às frequências agudas da guitarra, mas a que faltou chegar à elevação que se procurava.

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9 de Março de 2016

Espaço::Silêncio::Nota

texto e fotografia João Ricardo

O ranger das cadeiras e os automóveis a passar na rua faziam parte da música. Dois russos e dois portugueses apresentaram na Sonoscopia o seu entendimento da improvisação reducionista, indo do extremo da quietude até ao “feedback” controlado.

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