14 de Agosto de 2021

A angústia do programador no momento do espetáculo

texto Gonçalo Falcão e António Branco fotografia Vera Marmelo / Fundação Calouste Gulbenkian

Foram muitas as atribulações sofridas pelo festival da Gulbenkian até que algo acontecesse no palco. Dois dos grupos escandinavos não puderam vir, ainda devido à pandemia, tendo de ser substituídos à última da hora, e o concerto inaugural acabou cancelado por motivos de saúde de Peter Brötzmann. O sofrimento do programador acabou compensado pela excelente música que se ouviu na Avenida de Berna.

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28 de Julho de 2021

Contra ventos e marés

texto Nuno Catarino fotografia Adriana Melo (Mínima/Porta-Jazz)

Com as contrariedades próprias do período pandémico em que ainda vivemos e a chuva a não ajudar, o evento maior da Associação Porta-Jazz conseguiu promover um fim-de-semana com o melhor jazz que se pratica no Porto. Eis aqui o relato do que aconteceu.

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21 de Julho de 2021

Um tempo e um modo

texto Gonçalo Falcão fotografia João Duarte

Subimos às montanhas para ouvir o trio do guitarrista norte-americano na aldeia do xisto de Janeiro de Cima e acabámos no cenário idílico de um relvado à beira-rio. Foi a música certa para o lugar certo no momento certo.

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5 de Julho de 2021

Corpos de pedra e água

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo e Maribel M. Sobreira

A quarta edição da série que Maria do Mar e Felice Furioso vêm conduzindo teve como mote a pedra como símbolo da memória e como implícito a água enquanto factor de transitoriedade e impermanência, assim expondo as coordenadas da própria improvisação. O ensaio “Bodies of Water” de Astrida Neimanis não poderia ter tido melhor tradução artística.

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25 de Junho de 2021

Boas notícias a Oeste

texto Rui Eduardo Paes fotografia José Félix da Costa

Em versão reduzida a 30 músicos, sem sorteios nem “jams” madrugadoras, o MIA voltou este ano a acontecer com concertos de grupos “ad-hoc” ou já existentes no fim-de-semana de 18 a 20 de Junho. Foi menos do que era antes da pandemia, mas foi muito bom. Voltou a ouvir-se excelente música no Oeste português.

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16 de Junho de 2021

Lâminas de granito e um mergulho

texto Rui Eduardo Paes fotografia Mário Mar

Foi um momento histórico e especialmente mágico: a percussionista (mais exactamente: poli-instrumentista) alemã que se deu a conhecer com o krautrock na década de 1960 e hoje é admirada por Lachenmann e parceira de, por exemplo, Evan Parker veio a Portugal para um “workshop” e um concerto (com uma ida à praia pelo meio) em que apresentou vários instrumentos de sua invenção. A jazz.pt esteve presente.

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14 de Maio de 2021

Não existia mais mundo

texto Rui Eduardo Paes fotografia Érika Machado e Cláudio Rêgo

Na segunda e na terceira sessões do ciclo organizado por Maria do Mar e Felice Furioso para a SMUP reequacionou-se o legado da arte intermedia nas interpretações via música das “partituras” visuais que nos foram apresentadas. Resultado: todo o mundo estava ali dentro, no cruzamento de sons e imagens.

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8 de Dezembro de 2020

Desalinhamentos

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Dois concertos recentes na SMUP proporcionaram a quem esteve presente o usufruto de propostas musicais (e interdisciplinares, num dos casos) desenquadradas dos estilos e estéticas dominantes quando se faz uso da improvisação. A jazz.pt ouviu, viu e conta como foi, já aqui em baixo.

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23 de Novembro de 2020

Forças gravitacionais

texto Rui Eduardo Paes fotografia Nuno Martins

Em tempos particulares, especial foi a 14ª edição do Creative Fest, com três ensembles a actuarem no O’Culto da Ajuda em horários incomuns dos três últimos dias da semana que passou. A jazz.pt assistiu ao primeiro concerto, o de um String Theory que deve o seu nome tanto ao facto de incluir apenas instrumentos de cordas como ao entendimento que tem das forças gravitacionais descritas pela Teoria das Cordas.

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28 de Outubro de 2020

E não é que aconteceu mesmo?

texto Rui Eduardo Paes fotografia João Duarte

Poderia não ter acontecido, dado o período difícil que vivemos, mas a Luso-French Extravaganza cumpriu-se mesmo em Coimbra, no passado fim-de-semana, e os resultados – múltiplos nas características e nas tendências do jazz de hoje – foram entusiasmantes. A jazz.pt sentou-se na primeira fila.

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22 de Outubro de 2020

Gestualismo musical e um cartaz de Abril

texto Rui Eduardo Paes

O ciclo Estação Minhoca incluiu um único concerto de música improvisada, o solo de violino que ouviu e viu quem se ligou à Internet no passado dia 19. O gestualismo musical, performativo, de Maria do Mar vai ficar, com certeza, para a história, por tudo aquilo que significou, com um cartaz alusivo ao 25 de Abril que se via atrás da violinista a descolar-se da parede e a cair.

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15 de Outubro de 2020

Sobreviventes

texto Rui Eduardo Paes fotografia Mário Mar (em cima: Rui Silva)

Três concertos numa mesma sessão, dois deles a solo, permitiram-nos averiguar que a música criativa nacional está de muito boa saúde, apesar do silêncio de meses pelo qual passou e das contingências que vivemos. No meio do encanto fica a sensação de que, apesar de tudo, sobrevivemos.

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13 de Outubro de 2020

Um sinal de esperança

texto Nuno Catarino fotografia Atelier Obscura – Mónica de Sousa e Inês Domingues

Nasceu um novo festival em Lisboa e o facto de tal ter acontecido, no passado fim-de-semana, num contexto tão difícil como o presente foi um acto de resistência, reforçado pelo seu carácter solidário. O local escolhido foi o A Voz do Operário, um espaço a ter em conta futuramente. A jazz.pt esteve presente.

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27 de Agosto de 2020

Bruxaria entre fábricas

texto Rui Eduardo Paes fotografia Nuno Rocha

A estreia de um filme sobre a improvisação portuguesa e a abertura de um novo espaço em Lisboa deram contexto à segunda actuação pública pós-confinamento de um sexteto de mulheres que entende a sua música como um ritual e uma viagem. Pois foi o que aconteceu num “warm up” do Indie Lisboa na Casa do Capitão, entre fábricas abandonadas…

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12 de Agosto de 2020

Teremos sempre jazz

texto António Branco e Gonçalo Falcão fotografia Vera Marmelo – Fundação Calouste Gulbenkian

Ainda a braços com a insidiosa pandemia de covid-19, o jazz ao vivo voltou à Fundação Calouste Gulbenkian. Em dois fins-de-semana, o colaborativo Jazz 2020 ofereceu-nos, em Lisboa, oito concertos de projetos esteticamente diversos. De máscara e cumprindo o distanciamento físico, a jazz.pt esteve lá e relata o que viu e ouviu.

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6 de Julho de 2020

Regresso à terra

texto Gonçalo Falcão fotografia Hugo Sousa / gnration e Fundação de Serralves

Eis, finalmente, que volta a solo firme a nave em que nos vimos metidos neste mau filme de ficção científica trazido pela epidemia do Covid-19. Com o jazz novamente a ser tocado ao vivo em dois ciclos de concertos que estão em curso neste mês de Julho nas cidades de Braga e do Porto. A jazz.pt foi assistir às primeiras actuações…

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1 de Julho de 2020

O dia em que o Desterro foi à praia

texto Rui Eduardo Paes fotografia Mário Mar

As coisas que este tímido desconfinamento proporciona: esse acontecimento a que se chama Desterronics saiu da cave do Desterro em que se apresentava semanalmente antes da presente crise epidémica para ir à praia, mais exactamente à SMUP. Foram quatro horas de música electrónica totalmente improvisada, mas com ritmo e melodia. Ou seja, livre de facto.

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24 de Junho de 2020

Regresso ao futuro

texto Rui Eduardo Paes fotografia Mário Mar

A SMUP voltou aos concertos com um minifestival de um dia e lotação limitada. Foi um final de tarde e início de noite especialmente emotivo, com música boa a condizer. A jazz.pt esteve lá e desentupiu os ouvidos, depois de quatro meses de confinamento…

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12 de Fevereiro de 2020

Motivos para comemorar

texto Rui Eduardo Paes fotografia Adriana Melo

O festival da Associação Porta-Jazz cumpriu 10 anos de existência com uma edição que primou pela superior qualidade das propostas e por uma extraordinária adesão do público do Porto. Passada uma década da sua fundação, o esforço dos músicos de jazz da Invicta traduziu-se em excelente música e no interesse da população local. Motivos para comemorar, sem dúvida.

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5 de Fevereiro de 2020

Figurativismo abstracto

texto Rui Eduardo Paes fotografia Diogo Luís

A banda que conta com três elementos dos Slow is Possible passou pela SMUP para apresentar o seu conceito de ambiguidade de género e estilo. Ficou a noção de que o jazz é mais uma atitude do que outra coisa, pela via da adopção musical de premissas que vêm da pintura.

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