Jazz em Agosto, 8 de Julho de 2019

Jazz em Agosto

Resistência: Modos de usar

texto Gonçalo Falcão

São 16 concertos em 10 dias numa edição do festival da Fundação Calouste Gulbenkian que celebra a música como arma política. Em prestação de serviço público, a jazz.pt sugere nesta página as escolhas a fazer se os orçamentos não dão para assistir a tudo e dá umas dicas no caso de uma opção “pelos ouvidos”…

Há festivais para a malta que gosta de música de fundo. Para quem gosta de ouvir jazz confortável, como quem se recosta num “chaise longue”. Há festivais que não tocam jazz e vendem gato por lebre. Há festivais de jazz embalsamado. Há festivais de jazz branqueado. Há festivais onde as mulheres não tocam. Olhamos para alguns programas e percebemos que há gente que gosta que lhes digam só aquilo que já sabem, que não suporta a originalidade, que adora viver na bolha que o algoritmo lhe dá. O Jazz em Agosto é para os outros, para quem ainda está disponível para ser desarrumado e sair do seu lugar. É dos poucos programas (há mais: JiGG, Portalegre, Out.Fest e outros) que procuram propostas desafiantes, mas o visitante do JeA não se pode queixar de que a Gulbenkian não lhe alimenta os ouvidos com música estimulante.

O festival mudou nos últimos anos: está mais preocupado em assegurar que o anfiteatro encha, convida críticos internacionais para escreverem sobre o festival e arrisca pouco. Mas ainda é um dos melhores locais para ouvirmos jazz do nosso tempo que não cheira a formol. Por isso é um acontecimento central que ninguém deve querer perder. “Música para que tudo não fique na mesma” é o tema da edição de 2019 e saúda-se um dos mais interessantes cartazes dos últimos anos, marcado por uma clara vontade de mostrar que o jazz, a “grande música negra” - enquanto música globalizada que representa a liberdade americana - se mantém viva. Este ano é atravessado por uma vontade de intervenção política que reflecte bem os tempos estranhos em que vivemos. Para uma melhor gestão dos euros, a jazz.pt adianta-se na previsão do estado do tempo lá para os lados da Avenida de Berna.

 

JeA para orçamento de 12€ (50% desconto menos de 30 anos, idosos 20%) 

4 de Agosto / 17:00

4 de Agosto / 18:30

9 de Agosto / 18:30

 

JeA para orçamento de 20€ (50% desconto menos de 30 anos, idosos 20%) 

2 de Agosto / 18:30

3 de Agosto / 18:30

4 de Agosto / 17:00

4 de Agosto / 18:30

8 de Agosto / 18:30

9 de Agosto / 18:30

10 de Agosto / 18:30

11 de Agosto / 18:30

 

JeA para orçamento de 35€ (50% desconto menos de 30 anos, idosos 20%) 

2 de Agosto / 18:30

3 de Agosto / 18:30

4 de Agosto / 17:00

4 de Agosto / 18:30

8 de Agosto / 18:30

9 de Agosto / 18:30

10 de Agosto / 18:30

10 de Agosto / 21:30

11 de Agosto / 18:30

 

JeA para orçamento de 80€ (50% desconto menos de 30 anos, idosos 20%) 

2 de Agosto / 18:30

2 de Agosto / 21:30

3 de Agosto / 18:30

4 de Agosto / 17:00

4 de Agosto / 18:30

8 de Agosto / 18:30

8 de Agosto / 21:30

9 de Agosto / 18:30

10 de Agosto / 18:30

10 de Agosto / 21:30

11 de Agosto / 18:30

11 de Agosto / 21:30

  

JeA vá pelos seus ouvidos

1 de Agosto / Quinta-feira 

21:30 / 20€

Este ano as portas abrem-se no primeiro dia do mês com Marc Ribot e “Songs of Resistance”. O guitarrista visita-nos com regularidade: ainda este ano tocou a solo em Portalegre, onde foi gigantesco, e esteve nas últimas edições do JeA. Este projecto de 2018 propõe-se compilar uma série de canções de intervenção do passado. Nenhum movimento de combate e resistência se mune de canções antigas para o representar, mas podemos ter uma abordagem mais historicista e dizer que não faz mal a ninguém recordar. As plataformas de apostas “online” já têm “odds” elevadas sobre se “Grândola Vila Morena” estará no alinhamento do concerto. Apesar do evidente paradigma deste projecto (a resistência colaborante), estas canções ainda representam movimentos de pessoas à volta de ideias e é importante que tal fique assinalado. O guitarrista sempre foi um intérprete original e por isso a sua prestação permitir-nos-á perceber o modo como revive essas canções. Ribot virá em quinteto com um grupo em que se destacam a bateria de Ches Smith e o contrabaixo de Brad Jones.

 

2 de Agosto / sexta-feira

18:30 / 6€

A entrada para o fim-de-semana faz-se com dois concertos. O primeiro é à tarde com o solo de electrónica de Maja S. K. Ratkje. Desengane-se quem achar que, por não ser no palco principal e por ser mais barato, o concerto não tem o interesse dos outros. Muitas das melhores surpresas do Jazz em Agosto têm ocorrido no Auditório 2, pois é onde o programador, Rui Neves, tem mais espaço para projectos menos consensuais e conhecidos. Este em particular, da compositora norueguesa Maja Solveig Kjelstrup Ratkje (ela não cede à simplificação do nome) vai centrar-se na sua voz, na electrónica e na improvisação. É um concerto que eu colocaria na lista de bilhetes a comprar, caso o meu orçamento não desse para a assinatura.

 

21:30 / 15€

À noite, o Anfiteatro ao Ar Livre recebe Heroes Are Gang Leaders, outro projecto com carga política. Formados na sequência da morte de Amiri Baraka (que ainda tivemos o prazer de ver ao vivo em Lisboa graças a este mesmo festival) o grupo trará a Lisboa as “Amiri Baraka Sessions”, que são uma tentativa de manter vivas as palavras do poeta e activista. O grupo, que se define como sendo uma «avant-garde / experimental jazz band», conta com 12 elementos, dois dos quais cantores / “diseurs”. Não se trata da celebração de um legado, mas de uma interpretação viva em que o jazz-hop (cruzamento de jazz e hip-hop) é usado para o que foi criado e não para gerar visualizações no Instagram. Uma noite em que canção e poesia declamada se misturarão.

 

3 de Agosto / sábado 

18:30 / 6€

Mais uma vez as sessões começam à tarde com um duo indispensável: Ingrid Laubrock e Tom Rainey. Laubrock fez o melhor disco do ano passado, na minha opinião. Como compositora é superior e como saxofonista é uma voz incontornável do jazz actual. Virá num formato intimista, detalhado, com o seu marido, Rainey. Um duo de saxofone tenor e bateria numa sessão de improvisação total, o que quer dizer que não haverá pautas. Vamos ouvir a originalidade da saxofonista com toda a nitidez, na crueza da combinação de um instrumento de sopro - que não produz acordes – com percussão, revelando a magia de quem se dispõe a dialogar em frente do público sem qualquer pré-acordo.

 

21:30 / 15€ 

Os títulos dos discos da banda que actuará na noite de sábado – “Kakistocracy” (2019), “American Circus” (2018), “Reclamation” (2017) e “Burning Ghosts” (2016) deixam facilmente perceber que nos mantemos no território da música como arma política. Os Burning Ghosts vêm de L.A. e são um quarteto com uma estrutura rockeira (guitarra eléctrica, contrabaixo, bateria e trompete). Radicam no que se tem chamado de metal-jazz, ou seja, na intersecção da brutalidade do heavy-metal com o jazz experimental. Música intensa, na qual a marcação rítmica repetitiva e o uso tempestuoso do som proporcionam uma experiência pesada. No seu último disco voltam à improvisação e a uma música capaz de petrificar harlistas em festivais de metal.

 

4 de Agosto / domingo 

17:00 / 0€

O Senhor descansou ao domingo, mas o Jazz em Agosto não é para meninos e por isso a dose dominical é reforçada. É ainda dia de ouvir jazz português, que a Gulbenkian teima em discriminar, oferecendo-o sempre em doses homeopáticas. Deixo desde já aqui o repto para que apareçamos em número nos dois concertos. Em primeiro lugar porque a música vale a pena e por isso não estamos a fazer nenhum frete patriótico. Em segundo porque a Fundação devia ter tanta consideração pelos músicos, “designers”, fotógrafos, jornalistas e agentes do jazz português como tem pelos “designers”, fotógrafos, jornalistas e agentes do jazz internacional. A matiné é com Abdul Moimême, que toca na Sala Polivalente do CAM. É o reconhecimento de um trabalho continuado na guitarra, no saxofone e em instrumentos construídos pelo próprio. Ouviremos uma música eléctrica em que aparecerão vários sons de que não conseguiremos identificar a origem. Estaremos num mundo abstracto e textural, num concerto de curta duração que nos apresentará uma face recôndita da improvisação nacional.

 

18:30 / 6€

O segundo concerto da tarde de Domingo é mais um daqueles a que não podemos faltar. Por vezes criam-se pequenas aldeias estilísticas (não é só um problema do jazz) que defendem uma espécie de pureza racial das músicas. Felizmente, as novas gerações são menos racistas e por causa dessa mentalidade vamos ouvir um quarteto que junta Ricardo Toscano, o jovem-espantoso saxofonista formado na tradição do bop pelo Hot Clube, com o pianista Rodrigo Pinheiro, o violoncelista Miguel Mira e o baterista Gabriel Ferrandini, três dos mais reconhecidos músicos nacionais da improvisação. O concerto será, por isso, também um manifesto político contra o apartheid musical e a favor de um mundo jazzístico mais informado e interessado na improvisação. Diz o programa da Gulbenkian - e bem - que este será um dos mais «estimulantes encontros do jazz português». Pois bem, os encontros devem ser celebrados. Não faltem.

 

21:30 / 15€

Ninguém quererá perder a homilia nocturna de Nicole Mitchell. Há muito que esperávamos a presença ao vivo da flautista de Chicago, que sempre foi uma voz interessante da cena musical americana, desde que emergiu nos anos 1990 de dentro do colectivo AACM (Association for the Advancement of Creative Musicians), de que foi a primeira mulher presidente. O seu trabalho celebra a cultura afro-americana e a presença das mulheres na música. Fundou grupos como Black Earth Ensemble, Black Earth Strings, Sonic Projections e Ice Crystal. Ao Jazz em Agosto traz Mandorla Awakening (2), uma reformulação deste projecto, agora em octeto, que toca as suas composições. Estas imaginam um mundo igualitário não só entre sexos e raças, mas também com a Natureza. De algum modo sentimos a presença dos temas longos e místicos de Alice Coltrane, desenvolvidos como se fossem processos indutores de transe numa música emotiva que propõe um activismo diferente.

 

8 de Agosto / Quinta-feira 

18:30 / 6€

O regresso do festival à agenda é marcado também com o regresso do guitarrista francês Julian Desprez ao JeA, desta vez em trio de guitarra, baixo e bateria (e outros acontecimentos que valem pela surpresa). Um som forte e cheio de rock que assenta sobre ritmos completamente imprevisíveis. A música dos Abacaxi é feita de irregularidades rítmicas, com a surpresa de um “tweet” do Presidente americano. Ficamos presos à incerteza do futuro em cada arranque dos temas curtos, com o “élan” que (é cada vez mais raro, mas acontece) os franceses conseguem produzir. Dia 8 é dia de França, e de percebermos que, procurando bem, ainda se encontram algumas pepitas escondidas na aldeia gaulesa.

 

21:30 / 15€

A noite é do violinista Théo Ceccaldi e do seu projecto Freaks, um sexteto com violino, dois saxofones, duas guitarras eléctricas (uma delas baixo), teclados e bateria. A promessa é de uma música extrema, juvenil, em que também as irregularidades melódicas e rítmicas são dominantes. Estaremos entre os temas rock mais exigentes de Frank Zappa (ex. “Black Page”) e a sonoridade balcânica de Kusturica. Ceccaldi é um “performer” teatral que se preocupa em criar uma ligação emotiva com o público. As linhas rítmicas parecem tiradas de um antigo modem e dificilmente conseguimos arranjar uma estrutura previsível que nos permita antecipar o seguimento. O grupo toca extremamente ensaiado, entregando uma música difícil e de pauta exigente com à-vontade e emoção. Não há razões para não darmos uma hipótese à França.

 

9 de Agosto / sexta-feira

18:30h /6€

Mais um duo que promete um concerto excitante, com uma bateria e percussão. Começo por apresentar a minha declaração de interesses, pois sempre admirei Joey Baron, desde que o vi pela primeira vez ao vivo a tocar com os Naked City. Por isso não posso senão estar alegremente expectante. Robyn Schulkowsky é uma percussionista não menos interessante, com um trabalho notável não só como improvisadora, mas igualmente como intérprete dos melhores compositores contemporâneos, como Helmuth Lachenmann, Olga Neuwirth, Christian Wolff, Karlheinz Stockhausen e Sofia Gubaidulina, ou do século XX, como Iannis Xenakis, Morton Feldman e John Cage. Toca bateria, percussão de orquestra e objectos sonoros. Quando se juntam, usam ritmos simples para iniciar o diálogo e a partir deles compõem autênticas conversas percussivas. Estas são transparentes, pois conseguimos perceber perfeitamente o que cada um diz, o modo como o outro interpreta a mensagem e a desenvolve e a continuação que o iniciador dá a esse diálogo. Um concerto a que se tem de ir, ainda que contrariando indicações médicas.

 

21:30 / 15€

O Triple Double é um grupo liderado por Tomas Fujiwara, um músico da nova geração que orbita à volta do centro criativo da Firehouse 12 Records (que grava música de muita qualidade, mas embala-a em capas de um amadorismo confrangedor). A editora reúne um conjunto de estrelas em ascensão que se apoiam mutuamente e tocam nos grupos uns dos outros e é prestigiada por ser a casa de Anthony Braxton e Myra Melford. Este sexteto toca com duas baterias (Fujiwara e Cleaver), duas guitarras (Halvorson e Seabrock) e dois trompetes (Alessi e Ho Bynum). Percebe-se, assim, o nome do grupo: um trio de duos. Há uma enorme tensão entre as melodias, que são expostas devagar pelos metais e contrariadas pelas baterias, que tocam a 200 à hora, noutro mundo completamente diferente. As guitarras constroem uma ligação entre esses dois sistemas. Por vezes, os duos unem-se todos, outras entram por três caminhos diferentes que fazem sentido em conjunto, mas são claramente distintos, numa escrita urbana, confusa, preenchida, que evoca os movimentos pendulares das grandes cidades. O concerto será uma hipótese para continuar a acompanhar o percurso deste conjunto de músicos americanos que têm passado regularmente pelo JeA em diferentes formações e contextos.

 

10 de Agosto / sábado

18:30h / 6€

A harpa não é um instrumento que associamos ao jazz. Contudo, quando ouvimos Dorothy Ashby ou Alice Coltrane percebemos que as 47 cordas podem estar presentes nesta música. Zeena Parkins é mais uma prova de que este cordofone tem um lugar. Tal como Ashby fez a harpa swingar e Alice Coltrane definiu um sistema espiritual / modal, Parkins colocou o instrumento na turbulência da cena jazzística nova-iorquina dos anos 1990, liderada por John Zorn. Tornou-se proeminente não só neste contexto, mas também na pop, ao ser chamada por Bjork para os seus discos. O baterista Brian Chase também cruza universos e também é reconhecido tanto no campo experimental como no rock dos Yeah Yeah Yeahs. O concerto antecipa-se como um diálogo entre uma bateria e os sons transformados, eléctricos, vindos da harpa, de um computador e de objectos vários, nenhum algoritmo da Google podendo prever o que acontecerá. Electricidade e energia com fartura em processos de improvisação total.

 

21:30 / 15€

“Origami Harvest” é um dos discos recentes de que gostámos e que pode ser colocado na mesma prateleira de “To Pimp a Butterfly” de Kendrick Lamar, uma obra-prima que cruza as fronteiras do hip-hop e od jazz. O álbum de Ambrose Akinmusire esteve no topo da minha lista de melhores discos do ano passado e serve de apresentação a este concerto na Gulbenkian, que será certamente um dos pontos altos do festival e um daqueles que convém assegurar rapidamente, pois a admissão possível tenderá a esgotar. Lançado no final de 2018 pela Blue Note, o disco só se deu a ouvir em pleno já no corrente ano e rapidamente se revelou como algo de inteligentíssimo e que faz avançar um bocadinho a música. Ambrose dividir-se-á entre o trompete e os teclados e vem com um grupo de oito músicos, incluindo um “rapper.” Vai ser uma oportunidade importante de escutar esta música ao vivo e de perceber como é que ela se transforma (esperemos que para melhor, depois da enorme desilusão que foi Kamasi Washington) neste contexto. É outro exemplo de um concerto em que o combate político está presente e o jazz surge como um veículo para falar da discriminação racial na América.

 

11 de Agosto / Domingo

18:30h / 6€

Mais uma tarde a que convêm dar ouvidos. Han-earl Park é um guitarrista emergente. O grupo ERIS 136199 formou-se em Nova Iorque no ano de 2012, mas passou por baixo de todos os radares. O nome ajuda. Duas guitarras eléctricas (uma delas, a de Park, ligada a um “laptop”) e um sax tenor que tem de sustentar os custos de tocar sobre guitarras que nunca soam àquilo que esperamos ouvir de uma guitarra – sendo que a outra é tocada por Nick Didkovsky, o mesmo dos saudosos Doctor Nerve. São momentos metálicos no limite do ruído ou de quando o ruído deixa de ser destruidor para se encaixar numa paisagem estranha. Free-noise para gente que não tem medo de provocações artísticas.

 

21:30 / 15€

O festival fecha com um sexteto liderado por Mary Halvorson, uma segunda vida deste grupo que se chama Code Girl e que foi escolhido pela jazz.pt como um dos melhores de 2018. A voz de Amirtha Kidambi, a guitarra de Halvorson sempre com afinações esquisitas e o trompete solar de Adam O’Farrill tocam composições que se aproximam do universo pop e até poderiam passar na rádio (Antena 3 e Radar, vá, não podemos exagerar; o resto usa a burca musical). Uma óptima escola para nos despedirmos do JeA em grande, com mulheres a tocar, temas inteligentes e prazerosos de seguir, grandes execuções e excelentes solos.

 

Depois da serenata zorniana que marcou as últimas edições do festival da Gulbenkian, finalmente um programa aberto e interessante – corajoso –, que nos fará voltar aos jardins com curiosidade e entusiasmo. Não há razão para os lisboetas não irem ouvir jazz este ano. Relembre-se que o restaurante do CAM alargou o seu horário de funcionamento para que a ligação entre tardes e noites seja mais confortável e que a esplanada do bar ao lado do Auditório 2 estará aberta para que as conversas e amizades se prolonguem pela noite.

 

Para saber mais

https://gulbenkian.pt/jazzemagosto/en/