Mário Laginha, 14 de Março de 2022

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texto: António Branco / fotografia: Márcia Lessa

O pianista e compositor Mário Laginha regressa aos discos com novo álbum em trio, o que é sempre motivo de celebração. "Jangada" volta a juntá-lo ao contrabaixista Bernardo Moreira e ao baterista Alexandre Frazão, triunvirato que, trinta anos depois, não cessa de surpreender. Foi este o mote para uma conversa com a jazz.pt, onde se falou do disco novo e de muito mais.

Já consagrado, Mário Laginha (n. 1960) editou em 1994, o seu primeiro álbum em nome próprio, "Hoje", gravado em quinteto com o saxofonista inglês Julian Argüelles, o guitarrista Sérgio Pelágio, o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão. Depois de "Espaço" (2007) e "Mongrel", editado há já uma dúzia de anos e no qual perscrutaram o cosmos musical de Frédéric Chopin, os dois últimos regressam à companhia do pianista para um novo – e muito aguardado – disco do trio. "Jangada" tem selo da inglesa Edition Records e mostra como os três músicos têm ainda, em conjunto, muito por dizer. Continuando a exibir uma cumplicidade que, sendo central para aquilo que escutamos, jamais resvala para a rotina ou previsibilidade, o trio burila os materiais sonoros fundamentais que reconhecemos na abordagem de Laginha, a superlativa veia melódica, a riqueza harmónica, a ebulição rítmica.

Seja no jazz ou na música erudita, Mário Laginha é um dos pianistas portugueses mais versáteis, com um longo e diversificado percurso que fala por si. Aprendeu piano na infância e a epifania aconteceu quando ouviu Keith Jarrett, logo decidindo seguir a carreira de pianista. Fez a formação musical na escola de jazz Louisiana, em Cascais, dirigida por Luís Villas-Boas, e depois na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional, onde concluiu o Curso Superior de Piano com a classificação máxima. A uma fortíssima personalidade musical alia um permanente espírito de partilha com outros criadores.

A entrada a sério no mundo do jazz aconteceu ao integrar o quinteto da cantora Maria João, com o qual gravou dois discos nos anos 1980: "Quinteto Maria João" (1983) e "Cem Caminhos" (1985), mesclando standards e alguns temas originais. O seu pianismo tem iluminado formações como o Sexteto de Jazz de Lisboa (com Carlos Martins, Tomás Pimentel, Edgar Caramelo e os irmãos Pedro e Mário Barreiros), Cal Viva (com Carlos Bica, José Peixoto e José Salgueiro), Almas & Danças (com João Paulo Esteves da Silva), o Decateto Mário Laginha ou a aclamada dupla com a cantora Maria João, construtora de um universo musical para o qual confluem várias influências, do jazz às sonoridades brasileiras, passando pelos sons de África, da Índia, pela pop e o rock, sem esquecer as bases clássicas. Discos como "Danças" (1994), "Cor" (1998), "Lobos, Raposas e Coiotes" (1999), "Chorinho Feliz" (2000), "Mumadji" (2001), "Undercovers" (2002), "Tralha" (2004) ou "Iridescente" (2012) são momentos fundamentais da música portuguesa das últimas três décadas.

No plano internacional, a lista de músicos com quem tem tocado também inclui muitos notáveis: Ralph Towner, Dino Saluzzi, Trilok Gurtu, Manu Katché, Christof Lauer, Wolfgang Muthspiel, Howard Johnson, Julian e Steve Argüelles, Lou Donaldson, Django Bates, Gilberto Gil, entre muitos, muitos outros. Como compositor, escreveu para inúmeras formações, sendo de destacar a Big Band da Rádio de Hamburgo, a Big Band de Frankfurt, a Orquestra Filarmónica de Hannover, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Ensemble da Casa da Música, o Drumming Grupo de Percussão e a Orquestra Sinfónica do Porto.

Em 2006, Mário Laginha editou o seu único projeto a solo, "Canções e Fugas", inspirado no manancial eterno que é a música de Johann Sebastian Bach. Trabalhou em duo, e em trio, com os pianistas Pedro Burmester ("Duetos", de 1993) e Bernardo Sassetti ("Mário Laginha/Bernardo Sassetti", de 2003, e "Grândolas: Abril a Quatro Mãos" saído no ano seguinte, a assinalar os 30 anos do 25 de Abril), explorando diferentes repertórios. O projeto "3 Pianos", que os juntou aos três de uma assentada, viu a luz do dia em 2007. No ano seguinte, com Sassetti e Camané, apresentou "Vadios", no Centro Cultural de Belém, espetáculo que juntou o jazz e o fado. Com o fadista mantém uma parceria, que resultou na edição do disco "Aqui Está-se Sossegado", em 2019. Em finais de 2013, fundou o seu Novo Trio – na companhia de Bernardo Moreira e do guitarrista Miguel Amaral – com o qual lançou "Terra Seca", álbum de polinizações cruzadas entre o jazz e a música portuguesa. Integra ainda um outro trio, LAN, com Julian Argüelles e o percussionista norueguês Helge Andreas Norbakken, que já nos bridou com os álbuns "Setembro", em 2017, e "Atlântico", em 2020. Tem igualmente composto música para cinema, teatro e outras artes.

Mário Laginha esteve à conversa com a jazz.pt.

"Jangada" é o disco que marca o regresso do seu celebrado trio com Bernardo Moreira e Alexandre Frazão. Como o caracteriza?

A resposta deveria ser fácil, mas não para mim. A música que fazemos é a soma das nossas três identidades musicais. É dessa soma que resulta a identidade do trio. Procuro escrever música que vá de encontro às características do Bernardo e do Alexandre. Como sempre a trabalhamos juntos, fomos desenvolvendo uma grande interação e cumplicidade entre nós. Aliás, já nos conhecemos tão bem que por vezes parece ensaiado aquilo que não é. Talvez isso seja uma das características que melhor nos define e que resulta num enorme prazer em tocarmos juntos.

 

Surge mais de uma década depois de "Mongrel", no qual olharam o universo musical de Chopin através da vossa lente. Ainda que saibamos genericamente o tanto que andaram a fazer, porquê este hiato?

Cada um de nós toca em vários projetos e isso leva a que, facilmente, tudo se estenda no tempo. Isso não é forçosamente mau. De uma coisa, tenho a certeza: não quero fazer um disco que não conte uma história. Isto tem muito de subjetivo, eu sei, mas pode resumir-se a sentir que toda a música tem um fio condutor, por mais abstrato que ele seja. A música instrumental não tem um texto que permita, como o permitem muitas canções, ter uma história inteligível. Isso dá toda a liberdade para quem escreve de a imaginar e a quem ouve de poder criar a sua. Às vezes o título de um tema é uma semente para a imaginação de quem o ouve. Adoro isso.

 

Estão cá os elementos centrais que reconhecemos na arquitetura da sua música: o melodismo infalível, a enorme riqueza harmónica, sempre insufladas com um sopro de vitalidade e de gosto pelo risco...

Essa pergunta é um profundo elogio. Em toda a música lidamos com melodia, harmonia e ritmo. Acho que todos eles nos atraem profundamente. É essa riqueza que faz com que a música tenha a sua eternidade assegurada. Não querendo prescindir de nenhum desses elementos, há que os explorar de uma forma que deixe uma impressão digital, por mais pequena ela que seja. Isso é, e será sempre, fascinante.

 

Das peças novas arrebataram-me de modo especial a luminosidade de “Short Shore”, o dinamismo fulgurante de “Disquiet”, a portugalidade de “Ribeira da Barca”… Quer falar-nos um pouco destas peças?

“Short Shore” nasceu de um padrão que fiz um dia com a mão direita que, por sua vez, me deu a ideia de fazer a melodia com a mão esquerda, em uníssono com o contrabaixo. Esse é um bom exemplo de um tema em que há uma parte totalmente escrita e outra completamente improvisada. O “Disquiet”, que nasceu de um desafio da Casa Fernando Pessoa, tem a ver com desassossego. A harmonia muda duas vezes por compasso e há ainda uma melodia na mão esquerda em contraponto. Digamos que tentei honrar o desassossego de Pessoa. Quanto à “Ribeira da Barca”, é preciso dizer que se trata de uma pequena aldeia piscatória, de Santiago, em Cabo Verde, onde nasceu o Tcheka, um músico que eu adoro. Eu queria que fosse uma melodia simples que ele pudesse cantar com letra. Quanto à portugalidade, é a minha. Alegra-me que ela se revele.

 

Um dos aspetos que mais marcam o seu percurso é a forma como judiciosamente trabalha elementos de diferentes tabuleiros musicais, com o jazz no centro, diria eu, mas convocando a música erudita, a música portuguesa, as sonoridades africanas. O próprio título do álbum parece aludir a este facto, com a “jangada” a servir de metáfora para esse processo de juntar peças soltas para formar um todo...

É isso mesmo. Eu tenho inúmeras influências que não faço qualquer esforço em filtrar. Mas isso acontece, claro, através do meu gosto. O jazz é obviamente a influência maior (e neste disco isso é bem percetível), mas a música clássica, a música portuguesa e a música africana sempre foram fundamentais para a construção da minha identidade musical.

 

Esse ecletismo, essencial para si e para o seu “modus operandi” criativo, continua a puxá-lo noutras direções?

Tem tudo a ver com curiosidade musical e com um fascínio que sempre tive por culturas que eu não conheço, ou conheço pior. Isso nunca mudará. Claro que é um terreno acidentado. Não gosto, nem um bocadinho, daqueles caldos de música, em que se põe um pouco de tudo e resulta em muito de nada.

 

A sua postura perante o piano e a música também convoca o silêncio. Lembrei-me a este propósito do que Saramago escreveu em "A Jangada de Pedra": «Aqui o que se ouve é o silêncio, ninguém deveria morrer antes de conhecê-lo, o silêncio, ouviste-o, podes ir, já sabes como é.»

Isso faz-me lembrar uma crítica a um dos meus discos fetiche ("Facing You", de Keith Jarrett) feita por um crítico inglês, julgo eu. Ela acabava com a seguinte frase: «Esta é alguma da música mais bela já tocada, a seguir ao silêncio.» Eu adorei essa ideia. Do silêncio nasce toda a música. O Michelangelo dizia que quando olhava para um bloco de pedra via a escultura que ia fazer e só tinha de tirar o que estava a mais. É igualmente belo.

 

Conhece muito bem os dois companheiros de viagem. A profunda cumplicidade que há muito estabeleceram e a que já aludimos continua a surpreendê-lo?

Apesar de ter consciência que ela existe e achar que já não vai ser fácil ser surpreendido, a verdade é que sim, ainda acontece.

 

Acomoda os seus contributos ou grande parte do material está fechado na sua cabeça?

A música está escrita, mas nunca fechada na minha cabeça. Os contributos do Bernardo e do Alexandre são muito bem-vindos e acho que ela sempre cresceu com eles.

 

A sua celebrada parceria com o Bernardo Moreira tem sido renovada em diferentes contextos. Disse-me ele em entrevista há uns meses que a sua capacidade inesgotável de criar melodia e gerar harmonia à sua volta continua a comovê-lo trinta anos depois. Está tudo dito...

Dito por um músico como o Bernardo isso comove-me. Tanto ele como o Alexandre têm uma das características mais necessárias para fazer música em conjunto: generosidade. Quando se improvisa com outras pessoas percebe-se imediatamente quem é ou não generoso. O jazz é um terreno fértil para se revelar o ego. Se ele se sobrepõe ao resultado do conjunto, então este perderá sempre qualquer coisa. Há muitos anos que escolhi tocar só com quem quer verdadeiramente partilhar a sua música, seja em palco, seja em estúdio. Neste trio não podia estar melhor acompanhado.

 

O trio com Julian Arguëlles e Helge Norbakken, LAN, mostra outra faceta da sua música, até pelos inputs que eles aportam. Que paralelo estabelece entre ambos os trios? São, de alguma forma, complementares?

Acho que, de certa forma, são. O LAN trio não tem contrabaixo, o que logo à partida, obriga a minha mão esquerda a tocar de outra forma. Depois tem outro instrumento melódico solista, o que também leva a música para outros caminhos. Ambos os trios me desafiam. Não há nada melhor.

 

Não esquecer o Novo Trio com Bernardo Moreira e Miguel Amaral na guitarra portuguesa, que estabelece laços mais apertados com as sonoridades portuguesas. É para retomar?

Na realidade é para repetir. Foi uma belíssima descoberta que serviu para perceber que se pode expandir o universo da guitarra portuguesa. Foi muito engraçado perceber que houve mais músicos não portugueses a gostar muito do disco do que portugueses. Eu acho que isto não diz mal de ninguém, revela que tendo um certo som, na nossa memória, associado a um universo musical, estranharemos, muito facilmente, a sua associação a outro. Acontece comigo. Quando se trabalha um terreno que ainda está pouco explorado, aprende-se e avança-se um pouco mais em cada experiência. Tenho que aproveitar o facto do Miguel Amaral ser, para além de um grande guitarrista, um grande músico, que tem vontade de alargar as possibilidades daquele instrumento.

 

Desafio permanente

 

O que ainda há da “tradição” do jazz na sua música hoje em dia? Considera que é um manancial com margem para explorações?

Eu acho que este “Jangada” é dos meus discos onde essa tradição está mais presente. O manancial é, de certa forma, infinito, o que não significa que seja fácil utilizá-lo de forma original. É um desafio permanente.

 

E qual o papel que reserva à improvisação no seu processo criativo? É dela que parte ou é a ela que chega?

É dela que parto e é a ela que chego. Quase sempre, a música que escrevo nasce comigo a improvisar ao piano e depois de a escrever começo a pensar como vou partir dali de volta à improvisação. Tenho muitos temas escritos em que a improvisação não é feita em cima da sua estrutura harmónica, que é o que se faz tradicionalmente quando se toca standards.

 

As notícias da morte do trio de jazz piano-contrabaixo-bateria parecem-me manifestamente exageradas. Quais os principais desafios que esta configuração instrumental lhe continua a colocar?

Isso não foi seguramente o Mark Twain que disse, mas é um completo absurdo. É equivalente a dizer que o quarteto de cordas morreu, ou qualquer outra formação clássica. Elevando a parada das frases bombásticas, porque não dizer que o piano solo morreu, ou os concertos de orquestra morreram? Diferente e legítimo é alguém dizer: não gosto do trio de jazz-contrabaixo-bateria. Muito bem, as pessoas são livres. Oiçam outra coisa.

 

Quais as suas principais referências neste formato de trio?

Bud Powell, Bill Evans, Keith Jarrett, Lennie Tristano, Brad Mehldau.

 

Só editou um disco a solo, Canções e Fugas, em 2006. Posso inferir que o solo não lhe interessa sobremodo?

Não. Interessa-me até muito e talvez por isso quero fazê-los com um tempo que é, no mínimo, muito pausado. Agrada-me a ideia de confrontar a liberdade que o jazz permite com algumas formas ou técnicas de escrita que vêm da tradição clássica europeia. Por isso fiz o "Canções e Fugas". O próximo terá uma relação mais subtil com essa tradição, mas ela estará lá, ainda assim.

 

O jazz nacional atravessa uma fase de grande fulgor criativo, com muitos jovens músicos e grupos a despontar. Assiste-se também ao surgimento de projetos que cruzam um jazz mais ancorado na tradição com outras músicas livremente improvisadas, algo que era mais difícil acontecer há uns anos atrás (embora acontecesse). Está atento ao que se passa?

Tento estar, mas começa a não ser fácil, tal é a profusão de novos músicos. Essa é, aliás, a prova de quão profícua é esta geração. O ensino de jazz teve um enorme boom nos últimos vinte anos. Passámos de ter uma ou duas escolas, para ter perto de uma dezena, com mais professores e melhor preparados. Isto tinha que dar frutos e deu. Se fizéssemos um gráfico em que relacionássemos a quantidade (e qualidade) de músicos de jazz com a população portuguesa, uma espécie de “músicos de jazz per capita”, tenho a certeza que estaríamos nos primeiros lugares na Europa.

 

Quer mencionar alguns pianistas da atualidade que tenham captado a sua atenção, portugueses e não só?

Isso é sempre difícil, detesto deixar de fora alguém e não conheço seguramente todos. Sendo assim, digo dois muito novos que me surpreenderam muito: um do Porto, Miguel Meirinhos, e um de Lisboa, Hugo Lobo. Mas posso garantir que há mais. Dos estrangeiros é sempre muito pouco provável conhecer os que estão agora a surgir em cada país, mas posso mencionar alguns, não tão novos assim, que me dão enorme prazer ouvir: Craig Taborn, Gerald Clayton, Vardan Ovsepian, Aaron Parks, Shai Maestro, Brad Mehldau.

 

O Mário começou o seu percurso num tempo em que as relações entre os universos do jazz, da música popular portuguesa, do fado eram distantes, para não dizer frias. Muita coisa mudou entretanto...

Sim, entre elas, no meu caso, o facto de ter começado a gostar de fado, coisa que nos meus 20's não acontecia. Eu tinha, nessa altura, uma espécie de “soberba musical” que não me permitia gostar de uma música que muitas vezes não tinha mais de três acordes. Apesar de perceber porque é que isso acontecia (estava mergulhado na riqueza e complexidade harmónica do jazz que estudava), o tempo fez-me olhar de outra forma para a simplicidade e, mais importante, aperceber-me de outras coisas que podem ser de uma enorme riqueza. Por isso é que eu e o Camané começámos a fazer coisas juntos já lá vão mais de vinte anos e por isso é que acabámos por gravar um disco. Já agora, o maior desafio que tive nesse disco foi conseguir tocar “A Casa da Mariquinhas”, que só tem dois acordes. Tentar ser criativo sem nos podermos resguardar na complexidade harmónica é, ainda hoje o acho, dificílimo.

 

A lista de nomes com quem tem tocado, em vários domínios, é interminável. Invertamos a pergunta: há alguém com quem ainda não tenha tocado e que gostasse de o fazer, nos planos nacional e internacional?

Tenho tido a imensa sorte de tocar com alguns dos músicos que mais admiro. Sinto-me muito bem (e agradecido!) com os que têm sido os meus companheiros de viagem.

 

Para além da natural falta de concertos e da incerteza no futuro, que impacte tiveram os confinamentos pandémicos na sua vida artística? Foi um período de reflexão, de produção?

Foi um pouco dos dois. Foi bom para a criação, se bem que nem sempre, também foi bom para a reflexão, e já agora, para andar de bicicleta, coisa que passei a fazer regularmente!

 

Não posso deixar de lhe perguntar se faz sentido acalentarmos a esperança de voltarmos a ouvir música nova da dupla Maria João/Mário Laginha...

Como não sou religioso não posso dizer “o futuro a Deus pertence”, mas a verdade é que não sei. Já fizemos treze discos juntos. Estão lá alguns dos que eu mais me orgulho, e sei que explorámos universos sonoros que acabaram por se tornar a marca da nossa identidade musical enquanto duo. Isso não é nada fácil e está lá. Existe. O que o futuro trará? Pertence ao que pudermos fazer dele.

 

Tem saudades do seu amigo Bernardo Sassetti?

Como não ter?

 

O que guarda o Mário Laginha na manga para os tempos mais próximos?

Talvez um disco a solo, o segundo. Dezasseis anos depois já começa a ser altura. Se mantiver o ritmo de produção e o terceiro for gravado daqui a 16 anos, temo que os andamentos tenham de ser mais lentos. Se isto fosse uma entrevista falada, aqui eu soltava uma gargalhada.

 

Para saber mais:

https://www.mariolaginha.org/

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