Bill Frisell, 29 de Junho de 2021

Pilhas de papel que ninguém tocou

texto João Morado

Bill Frisell vem a Portugal para dois concertos, dando início a uma digressão europeia. O primeiro será a 16 de Julho no Auditório de Espinho, por ocasião do Festival Internacional de Música de Espinho,com outro marcado para o dia seguinte em Janeiro de Cima (Fundão), no contexto do XJazz – Encontros de Jazz nas Aldeias de Xisto. A acompanhar Frisell estarão Thomas Morgan (contrabaixo) e Rudy Royston (bateria), membros da formação do trio que recentemente gravou “Valentine” (2020, Blue Note), álbum que será visitado no Fundão, apesar dos “avisos” do guitarrista de que há “nova música” e de que o concerto será fluído e sem estrutura pré-definida.

A jazz.pt falou com Bill Frisell sobre as suas expectativas para estes concertos, os quais acontecerão após uma paragem forçada das apresentações ao vivo, algo que levou o músico e compositor a tocar sozinho e a escrever muito, acumulando, assim, «pilhas de papel que ninguém tocou». Apesar da evidente preocupação com o desenrolar de uma digressão europeia que ocorrerá em tempos de incerteza, Frisell encontra-se optimista, não escondendo a felicidade de poder voltar a tocar com os seus companheiros de trio, formação sobre a qual são reveladas histórias e dinâmicas.

Temas de conversa foram também as influências e o processo criativo do guitarrista, assim como a sua multidimensional e extensa discografia, a qual nos obrigou a várias viagens no tempo para revisitar momentos-chave de uma carreira que se estende ao longo de quatro décadas. Rendido à música como modo de vida, aos 70 anos Frisell continua a deixar que esta o surpreenda, não escondendo o fascínio por algo que, mesmo após um percurso altamente prolífico e premiado, acredita que nunca dominará por completo. Uma conversa que serve de preâmbulo para a passagem do norte-americano por terras lusas.

 

Olá, Bill. Tudo bem? Tem criado muita música durante a pandemia?

Bom dia. Bem, de alguma forma, pode-se dizer que sim... [risos] Tenho escrito e tocado muito. E isso é o que é mais estranho. Estou grato por ter a minha guitarra. Logo no início da pandemia, a primeira coisa que fiz foi pegar na minha guitarra. Parecia que, todos os dias, era isso que me fazia sentir, de alguma forma, confortável. Então escrevi muito... Tenho pilhas de cadernos de composições que escrevi, mas que não foram tocadas por ninguém. Normalmente, se escrevo música, escrevo algumas coisas e depois toco-as com outra pessoa para que comecem a ganhar vida. Mas agora é apenas papel, pilhas de papel que ninguém tocou. Por isso, ainda nem tenho a certeza se já se pode considerar música. As coisas finalmente estão a regressar ao normal. Sabe, quando formos a Portugal, essa será a primeira viagem que farei para tocar ao fim de todo este tempo... Por isso, estou muito ansioso por esse momento.

 

Sim, imagino. Está a viver em Nova Iorque?

Sim, sim.

 

Imagino que as restrições já comecem a ser levantadas na cidade... Tem tido mais oportunidades de tocar com outros músicos?

Sim, nas últimas duas semanas as coisas têm regressado ao normal. Ontem, penso eu, anunciaram que brevemente tudo irá abrir por completo. Mas foi apenas nas últimas semanas que alguns concertos começam a acontecer. E, claro, muitas vezes são ao ar livre ou algo do género. Mas, cada vez mais, os clubes estão a abrir. Ouvi dizer que o Blue Note irá abrir agora. E alguns dos clubes mais pequenos com os quais eu estava muito preocupado estão finalmente a reaparecer.

 

Isso são excelentes notícias!

Sim… e por aí?


Aqui no Reino Unido as salas de espetáculos já abriram, mas com muitas precauções. Ainda não são permitidas muitas pessoas dentro de portas. A situação em Portugal é semelhante, penso eu.

Sim, estou a ver…

 

Após o adiamento da digressão europeia do Bill Frisell Trio que estava prevista acontecer no final do ano passado, quais são as suas expectativas para os concertos que se avizinham?

Bem, não sei. Entretanto, já tivemos a oportunidade de tocar algumas vezes juntos. Fizemos alguns concertos há algumas semanas e parece que há coisas que estão a acontecer na música... as ligações estão a ficar muito fortes entre nós. Penso que é, em parte, porque estamos muito felizes por estarmos novamente juntos. Mas não sei o que vai acontecer. Estou, obviamente, preocupado com as viagens porque temos de viajar todos os dias, e parece que tudo ainda é muito incerto. Tenho medo de chegarmos a algum país e que nos digam que precisamos de estar em quarentena ou algo assim e que, devido a isso, tenhamos de terminar a digressão.

 

Isso realmente deve ser preocupante.

Não estou preocupado com a música, que se cuida sempre a ela própria, mas as viagens são sempre imprevisíveis.

 

Totalmente… Nessa digressão irá tocar em Portugal com Thomas Morgan e Rudy Royston. Sei que já tocou várias vezes em Portugal, por exemplo, em duo com Thomas Morgan, em 2018, com Kenny Wollesen e Tony Scherr, em 2008, e com Joe Lovano e Paul Motian, em 1986. Como foram essas experiências?

Foi sempre bonito. A primeira vez que fui tocar a Portugal foi com Paul [Motian], talvez mesmo antes de 1986. Fomos tocar à Fundação Gulbenkian. Acho que é mais comum tocarmos na Europa Central, na Alemanha, França, Bélgica, etc... Ir a Portugal é, para nós, algo mais exótico [risos]. Lembro-me que me diverti sempre muito. A comida é espantosa e o ambiente é óptimo!

 

Está familiarizado com a cena jazz portuguesa?

Não, não estou de todo.

 

No ano passado gravou “Valentine”. O concerto em Portugal será baseado na música deste álbum ou têm novo material preparado para esta digressão?

Ah, sim, a música está sempre em constante mutação. Apesar de tudo ter estado parado, já temos muita música nova que criámos depois desse álbum. Portanto, não há uma estrutura de concerto baseada no “Valentine”. Há muita música nova, e também há outros temas que tocamos que não estão no álbum. Não planeamos nada, sabe, é mais como se o concerto acontecesse por si mesmo... Às vezes nem sei sequer que música vamos tocar quando subimos ao palco. Normalmente, eu toco uma nota, ou alguém faz um som, e as coisas começam a partir daí. E, com estes músicos, seja o que for que esteja na minha imaginação, seja qual for a música, eles sabem sempre o que estou a pensar. Não é como se fossemos começar a tocar e disséssemos: "Ready... Go... 1, 2, 3, 4!". Simplesmente começamos a tocar e depois o caminho desenvolve-se naturalmente.

 

Pode falar-nos um pouco sobre a dinâmica musical deste trio? Sei que para o “Valentine” a maioria das composições foi escrita por si. Quais foram os contributos dos restantes músicos no processo criativo deste álbum?

Há também outras canções que tocamos, tais como “standards” ou canções folk. Há um tema de Thomas Morgan, chamado “Pearl”, que eu continuo a revisitar vezes sem conta e que tocamos muitas vezes. Já gravámos isso num álbum em duo. E depois também há outras músicas do Thomas que costumamos tocar... Recentemente, experimentei algumas destas novas coisas que tenho escrito e espero poder trazê-las para os concertos desta digressão. Mas é difícil dizer o que vai acontecer ao certo, porque é tudo muito aberto e nada está planeado.

 

Durante a última década, tocou frequentemente com Thomas Morgan, uma colaboração que produziu, por exemplo, dois discos para a ECM...

Oh, sim, e também tenho muitos álbuns com Rudy Royston. Tenho um chamado “Beautiful Dreamers”, de 2010, penso eu. E depois há o “When You Wish Upon A Star” e o “Big Sur”, que são outros trabalhos com o Rudy. Conhecemo-nos há mais de 30 anos através do meu amigo Ron Miles. Já tocamos juntos há muito, muito tempo. Mesmo antes de conhecer o Thomas, eu já conhecia o Rudy. Também conheço o Thomas há muito, muito tempo.

 

Quando e como é que começaram a tocar em trio?

Bem, apenas me pareceu ser a coisa natural a fazer... Tal como disse, conheço o Thomas há... Não me consigo lembrar de datas. Mas, sabe, tocámos juntos no último álbum de Paul Motian, “The Windmills of Your Mind”, e também várias vezes antes disso. Ele tinha uma ligação forte com o Paul, e penso que foi por isso que se tornou realmente importante para mim continuar com o Thomas. Sinto que, de certa forma, foi o Paul que nos juntou. E como também tenho tocado muito com o Rudy, pareceu-me que a coisa natural a fazer era que eles se encontrassem e começassem a tocar juntos. Penso que a primeira vez que toquei com o Rudy e o Thomas foi no Village Vanguard. Na altura, estava a tocar com um trio diferente – com Eyvind Kang na viola -, e costumava ter convidados diferentes todas as noites. O Thomas veio durante essa altura, e pensei imediatamente: «Oh, temos de fazer isto mais vezes!».

 

Embora diferentes em termos de estética sonora, diria que “Valentine” e “Americana” (2020, ACT Music) partilham alguns temas comuns. “Americana” é construído em torno da ideia do que é ser-se americano, tanto da perspectiva de um imigrante como de um nativo. “Valentine” tem fortes laivos de blues e country a pairar no ar, embora muito desconstruídos através da sua criativa abordagem a estes géneros. É uma coincidência que ambos os discos estejam profundamente enraizados no tecido cultural americano, ou foram opções temáticas decididas de forma consciente?

Oh, não foi! Nunca é consciente, penso eu. Sim, todas essas coisas de que está a falar são algo em que não penso de todo. Apenas toco o que consigo e percebo, ou o que sei através da minha experiência. É sempre depois de tocar que as pessoas rotulam as coisas. É depois de tocar que as pessoas dizem: «Oh, sim, isso é isto ou aquilo». Mas eu não penso nisso. Em relação às influências americanas... não as posso evitar porque é de lá que eu sou e essas são as coisas que conheço [risos]. Mas não estou de todo consciente disso. Portanto, parece-me que o que refere é algo que vem sempre depois da música ter sido feita, quando a tenta analisar. Quando estou a tocar, nunca penso nessas coisas... Na verdade, nem sei no que estou a pensar quando toco [risos]. Escolho uma música porque a adoro e tem algum significado para mim. Se toco, por exemplo, a "Lush Life", estou a pensar em todo o tipo de coisas. Estou a pensar na letra da canção ou a pensar em Billy Strayhorn. Ou simplesmente a pensar no som. Normalmente, estou apenas a tentar encontrar as notas certas: «Será que isto soa bem?» [risos].

 

Voltemos agora atrás no tempo para falar brevemente da sua carreira. O seu som de guitarra é amiúde muito límpido, quase cristalino, e algumas das suas composições resultam em paisagens ambientais, cuidadosamente trabalhadas em termos harmónicos. Tendo em conta a direcção musical que cunha o som da ECM, parece que a sua ligação à editora foi, desde o início, um casamento perfeito. Sente que a sua música foi influenciada pelas preferências estéticas da editora?

Foi pouco depois de ter começado a ouvir jazz que me lembro dos primeiros discos da ECM saírem. Grande parte do que era lançado na altura vinha da Blue Note, da Impulse! e de outras editoras mais pequenas. Lembro-me de ter ficado espantado quando a ECM começou e ouvi aqueles sons. Não me consigo lembrar da primeira vez que ouvi algo da ECM. Talvez tenha sido um álbum a solo de Chick Corea. Havia também o álbum a solo de Keith Jarrett, além de outros tipos de coisas invulgares como, por exemplo, o disco de Derek Bailey e Dave Holland... coisas desse género. E eu só pensava: «Uau, isto é espantoso!». Havia ali coisas a acontecer que pareciam diferentes.... até mesmo o vinil! Nos Estados Unidos, quando o recebemos, tínhamos a sensação de que era mais espesso do que o normal. Havia uma atitude que era realmente diferente para a época. E alguns dos músicos da ECM foram uma grande inspiração para mim. Quando ouvi pela primeira vez John Abercrombie e Terje Rypdal - o som deles não era algo a que estava habituado -, pensei: «Uau! O que é isto?». Muitos desses álbuns influenciaram-me profundamente, por exemplo o “Gateway” com Jack DeJohnette, Dave Holland e John Abercrombie. Penso que foi por volta dessa altura que ouvi John Abercrombie pela primeira vez. Adoro a música dele, assim como muitas das coisas que Jack DeJohnette fez naquela editora. Então, alguns anos mais tarde, não pude acreditar quando tive oportunidade de gravar para a ECM. Não conseguia acreditar.

 

Foi um grande marco de carreira...

Sim, foi mesmo um grande acontecimento para mim. Fiz um álbum com Eberhard Weber, em 1978. Foi a primeira vez que conheci Manfred Eicher... oh meu Deus, tive tanto medo! Nunca tinha estado num estúdio de gravação e, por isso, estava muito nervoso. Acho que, naquela altura, não causei grande impressão perante o Manfred. Mas, depois, alguns anos mais tarde, quando comecei a tocar com Paul Motian, em 1981, tudo começou a fluir mais rapidamente. Comecei a tocar frequentemente com Jan Garbarek e Eberhard Weber, e foi aí que o Manfred me convidou para fazer os meus álbuns. Nos anos 1980, havia muita coisa a acontecer a toda a velocidade.


Ao longo do seu percurso, também explorou intensamente intersecções de jazz com música country, pop e rock, visitando frequentemente o The Great American Songbook e outros “standards”. “Nashville” é um exemplo claro disso, mas poderíamos também mencionar obras como “Good Dog, Happy Man” ou “All We Are Saying”. Acredita que o jazz morre quando se isola e deixa de contactar com outros géneros musicais?

Penso que tem sido sempre assim com as pessoas de quem gosto e nas quais me inspiro, todos os grandes como Sonny Rollins, Thelonious Monk ou Miles Davis. As músicas que eles escolheram foram aquelas que conheceram ao longo da sua vida. Sonny Rollins tocava uma música que ouvia num filme ou uma canção que ouvia na rádio - era daquela época e daquele lugar; essa era a sua experiência. Eu também gosto de tocar esses “standards”, mas tenho de ser honesto comigo mesmo. Cresci numa época posterior e a música que conheço e que ouvi na rádio foi, por exemplo, The Beatles. Portanto, faz sentido para mim tocar isto, apesar do tipo de pensamento ser o mesmo. Quando Miles Davis tocava a “My Funny Valentine”, era como se a transformasse. A música está lá, mas é transformada numa coisa completamente diferente... é a vida do Miles que é revelada através dela. E é isso que tento fazer com qualquer tema que toque. Estes têm de ter alguma ligação com a minha própria experiência. Por isso, as pessoas podem dizer: «Oh, isso não é jazz!». Não acredito que por ser uma canção dos Beatles não seja jazz. É sobre o que se faz quando se toca.

 

Isso é muito interessante e bastante demonstrativo do potencial da música jazz e da flexibilidade que esta oferece.

Sim, definitivamente. O jazz está sempre a mudar; nunca fica no mesmo sítio. É isso que é tão espantoso. Não é, de forma alguma, estático.

 

Outro vértice que define a sua discografia emerge numa dimensão musical mais experimental e vanguardista. Neste plano, podemos referir as suas colaborações com John Zorn, um experimentador por natureza, mas também alguns dos seus trabalhos de jazz contemporâneo com Paul Motian e Joe Lovano, em que muitas vezes os vários bops são aumentados por abordagens mais exploratórias. A nível musical, qual é a sua relação com a tensão que frequentemente surge entre as abordagens à composição e à interpretação que são “consonantes” e já estabelecidas e aquelas mais “dissonantes” e inovadoras?

Estou sempre à procura de algo novo. Cada vez que toco, quero estar num lugar no qual não compreendo realmente o que está a acontecer [risos]. Para mim, essa é a melhor sensação. Os músicos praticam, estudam, e tudo isso… mas quando estou a tocar, o que quero é ir mais longe e chegar a lugares diferentes dos que já visitei. Uma criança que esteja a ouvir algo pela primeira vez e que não sabe o que pensar: «Uau, que som é este?». Eu quero estar sempre nesse tipo de lugar. Por vezes, isso significa desprender-me de formatações e fazer algum tipo de barulho ou som para ver o que acontece. Quero ser surpreendido! Tive muita sorte em tocar com tantos músicos diferentes. Mencionou, por exemplo, Paul Motian e John Zorn, mas seja com quem for que toque, gosto de me colocar em ambientes diferentes. Não mudo muito o que faço. É mais o ambiente à minha volta que muda. É assim que eu aprendo.


Com que frequência é que ainda se surpreende com os lugares aos quais a sua intuição o leva?

Bem, penso que com bastante frequência. É isso que é incrível. A música não pára. É como uma pergunta a cada momento. Quando tocamos uma nota, é como se a música nos fizesse uma pergunta: «Muito bem, o que é que vais tocar a seguir?». Então, toca-se uma e outra coisa, e algo concreto começa a surgir, tal e qual os ramos de uma árvore. Ou, por exemplo, quando tocamos uma música, essa música sugere outras e por aí fora. Portanto, é como se estivesse sempre a ser surpreendido. É espantoso porque é um processo impossível de se terminar. Nunca se chega a um lugar onde se entende tudo. Qualquer coisa que se aprende apenas sugere uma nova questão. Por vezes, chega mesmo a ser avassalador: "Oh, eu nunca vou aprender tudo isto!». Mas, depois, é preciso desistir dessa ideia e pensar: «O que eu quero é estar envolvido e dar o meu melhor».

 

Isso é fascinante! Sinto que há muitos paralelos naquilo que descreve com o processo subjacente à investigação científica. É muito interessante perceber estas ligações entre mundos que, a priori, não deveriam estar assim tão ligados entre si.

Sim, acredito que seja exactamente a mesma coisa!

 

Já se encontra a planear novos álbuns? Disse anteriormente que escreveu muito durante esta pandemia…

Neste momento, nada em específico. Só quero tentar ter a oportunidade de ter algumas pessoas a tocar estas coisas que escrevi e depois saberei mais concretamente o que fazer. Portanto, é um pouco incerto neste momento qual será a próxima coisa a fazer.

 

Tendo tido uma carreira prolífica e altamente premiada, como mantém o seu impulso para a criação artística? Em termos musicais, o que é que ainda pretende alcançar?

Nunca tenho um objectivo claro - talvez devesse -, mas não costumo ter um objectivo claro. Quero simplesmente continuar envolvido. Se tenho um álbum a ser gravado ou um concerto a ser realizado, então isso dá-me alguns objectivos precisos para os quais preciso de trabalhar. Mas, normalmente, não tenho nenhuns. A música é que me guia. Apenas a sigo, seja qual for a próxima coisa que ela me diga para fazer. Por vezes, é uma loucura porque a música conduz-me em muitas e diferentes direcções ao mesmo tempo. Mas é algo nunca se torna aborrecido!

 

Para saber mais

https://www.billfrisell.com/