Círculo, 18 de Novembro de 2019

Um campo muito aberto

texto Nuno Catarino fotografia Márcia Lessa

Círculo é um novo grupo que reúne três figuras da cena jazz portuguesa: a cantora Rita Maria, o pianista Luís Figueiredo e o contrabaixista Mário Franco. O trio acaba de editar o seu disco de estreia: para já a música está disponível na página Bandcamp – https://roda-music.bandcamp.com/album/c-rculo – e em várias plataformas “online”, mas no próximo ano terá edição física em vinil. O Círculo de Rita, Luís e Mário apresenta uma música original, com composições próprias trabalhadas de forma criativa, e desafia os convencionais papéis reservados a cada instrumento. Os três músicos intervêm de forma equilibrada e democrática. A música do Círculo é editada através de um novo projecto, a editora RODA Music, que resulta também de uma iniciativa comum. Numa conversa descontraída, Rita Maria, Luís Figueiredo e Mário Franco apresentam este novo projecto…

 

Como nasceu este grupo?

Rita Maria: O projecto nasceu em Guimarães. Em 2015 fui convidada a fazer um concerto no Cineclube de Guimarães e convidei o Luís e o Mário. Nessa altura, o que fizemos foi um concerto com temas dos três. Não nos passou pela cabeça fazer temas que não fossem nossos. Ainda não tínhamos pensado em constituir-nos como banda, mas foi muito espontâneo e depois disso não restou qualquer dúvida.

 

E como chegaram à escolha das composições?

Mário Franco: Cada um de nós avançou com os temas que achámos que melhor encaixavam neste grupo e fomos seleccionando. Lembro-me de falarmos ao telefone sobre o tipo de material que poderíamos utilizar… Como a Rita disse, desde logo não havia dúvida de que seriam originais. Eu tinha mais ou menos uma ideia daquilo que queria propor.

 

Como foi a evolução entre os concertos que foram dando?

Luís Figueiredo: Houve esse primeiro momento que foi o concerto em Guimarães, depois durante dois anos não se passou grande coisa. Em 2017 houve a possibilidade de tocarmos numa data no QuebraJazz, em Coimbra, que não tinha piano. Como em Guimarães tínhamos feito uma coisa sem piano, só teclados, contrabaixo e voz, pareceu-nos o momento certo para apresentar o projecto, que tinha as características certas. Como já tinha havido esse primeiro concerto, havia uma ideia do tipo de som que os três podíamos produzir e daquilo que nos tinha agradado mais nesse encontro e que valia a pena explorar. Fizemos uma selecção, aproveitámos algumas coisas e juntámos outras novas. Nunca deixámos de ir acrescentando coisas. No ano seguinte [2018], voltámos a tocar no QuebraJazz e tocámos também no EstarreJazz. Foi sempre um projecto que andou nas nossas cabeças ao longo deste tempo todo.

 

Que características perceberam que eram mais importantes para a vossa música?

L.F.: Havia coisas que sabíamos que era importante explorar nesta formação. Porque tinha características específicas, e porque tinha contrabaixo e baixo eléctrico, tínhamos a ideia de que a voz podia ser tratada de diferentes formas...

 

R.M.: E havia muita liberdade para poder usar texturas diferentes na voz. À semelhança daquilo que o Luís poderia fazer com os efeitos nos sintetizadores e o Mário usando o baixo eléctrico com efeitos, também eu tinha algum espaço para utilizar a voz de forma mais criativa.

 

L.F.: Até em termos de função. Ou seja, nem sempre a voz seria a melodia principal, por vezes poderia ser uma voz secundária, em outras poderia ser multiplicada ou estar no “background” de uma melodia de contrabaixo com arco ou de piano...

 

M.F.: Isto também foi amadurecendo ao vivo. Fazíamos muitas experiências em concerto. Normalmente é uma coisa de que não gosto muito, apenas com determinadas pessoas. E muito do material que temos neste disco foi o resultado dessas experiências ao vivo. Foi um amadurecimento ao longo dos anos e dos concertos.

 

R.M.: A forma como o grupo resulta tem a ver com este lado da experimentação ao vivo, que sempre foi muito destemida. Nós íamos para os concertos, tínhamos um guião das músicas, mas nunca fizemos questão de combinar os inícios e os finais e tudo o mais. As coisas tinham esta elasticidade e surpreendíamo-nos enquanto as coisas iam acontecendo. Existia uma matriz, mas depois havia muito espaço e muita confiança para os três embarcarmos nessa aventura. E isso para mim é das coisas mais estimulantes que uma banda pode ter.

 

M.F.: A música ganhava forma e nós tomámos muitas decisões, mas não combinámos grande coisa…

 

L.F.: Foi muito naquela base «o que se pode fazer com este tema?» e de repente abria-se uma secção e nós tínhamos de estar a ouvir muito bem para ver onde aquilo ia dar… Algumas dessas experimentações cristalizaram-se e percebemos que tínhamos de usar aquilo.

 

Já falaram sobre a troca dos papéis tradicionais de cada instrumento. Essa fluidez instrumental foi uma coisa natural?

L.F.: Nunca falámos muito sobre isso, mas acho que sempre tivemos interesse numa lógica de procura e essa procura implica buscar alternativas. O meio do jazz é, apesar de tudo, muito codificado… Se formos a uma “jam session”, toda a gente sabe quem é o primeiro solista, toda a gente sabe o que se vai passar. Nós sempre estivemos interessados em outras ideias e, sobretudo do ponto de vista funcional, tentámos perceber como a voz poderia funcionar como instrumento acompanhador, como o contrabaixo poderia funcionar como instrumento solista, como os teclados poderiam funcionar com diferentes papéis, consoante o lugar que ocupavam em cada tema… Às vezes, dentro de cada tema, cada um de nós ocupa funções diferentes. Temos temas em que, na exposição, a Rita ou o Mário têm a voz principal. Depois, na re-exposição, trocam ou deixam de ser eles e passo a ser eu, ou posso no piano dobrar uma voz melódica, mas toco um outro teclado que tem um papel completamente de “background” e mal se ouve… Esta ideia de que cada um de nós pode ocupar qualquer função dentro deste trio é altamente estimulante, porque assim tudo é possível.

 

R.M.: Isso foi algo naturalmente interessante de explorar e a partir de determinada altura passou a ser uma coisa premeditada. Sempre gostei de desempenhar o papel de um instrumentista. O que não quer dizer que não goste dos papéis mais convencionais...

 

L.F.: Que também existem… Temos solos, temos vozes principais, temos “comping” nos teclados, às vezes até “walking” no contrabaixo,

 

M.F.: Existem, mas gostamos de os subverter porque somos assim. Somos uns eternos insatisfeitos. Somos muito críticos, mesmo em relação à nossa forma de tocar.

 

R.M.: Acima de tudo! 

Uma negociação

 

Como escolheram o material para o disco?

L.F.: Houve duas fases distintas. Uma primeira fase em que fizemos aqueles primeiros concertos e experimentámos uma série de coisas, e depois outra fase em que sabíamos que íamos ter a gravação e tínhamos de perceber o que iríamos fazer ao certo, porque não queríamos um grau de incerteza demasiado grande. Havia coisas que tínhamos feito nesses concertos e de que gostávamos muito e queríamos reter. Tanto em termos de temas, como de abordagens. Ouvimos as gravações dos concertos. O de Estarreja foi muito importante, pois tinha corrido bem, em termos de improvisação, de formas abertas. Houve coisas que funcionaram muito bem. Tentámos replicar em estúdio algumas coisas, outras deitámos para o lixo. Foi uma negociação entre a experimentação dos concertos e o tipo de disco que queríamos fazer. Por exemplo, só no concerto de Estarreja é que tivemos piano e teclados, e isso abriu portas para outras coisas, o disco nunca seria a mesma coisa se não tivesse havido esse concerto...

 

Além deste grupo, têm colaborado em diversos projectos. Tem sido importante?

R.M.: Enquanto não estivemos tão activos com Círculo, colaborámos os três noutros projectos, noutras formações…

 

L.F.: Estivemos os três no meu grupo e eu estive no grupo do Mário…

 

R.M.: Ou seja, continuou sempre e existir uma ligação muito forte.

 

L.F.: E foram sempre projectos em que encontrávamos ligações com Círculo… Participei no projecto do Mário em que havia dois teclados. Logo aí havia uma divisão de tarefas um bocadinho fora do normal. No meu disco a Rita duplicava as vozes dos metais ou fazia “backgrounds”. Foi um percurso que fizemos todos juntos…

 

Como apareceu o nome Círculo e qual é a explicação para a escolha?

L.F.: Já não nos lembramos quando apareceu! Mas na altura fez sentido. Há uma coisa que dizemos no texto do disco: a ideia de que somos três pólos que estão inseridos num círculo. É a ideia de que funcionamos num território elástico: umas vezes é um círculo perfeito, outras vezes não é, e estes três pontos vão mudando de lugar e vão ocupando diferentes posições. O círculo é um território sem fronteiras e que convida à ocupação. Acho que foi daí que veio, mas confesso que não sei quem se lembrou do nome…

 

R.M.: Todos nos sentimos muito confortáveis com esta ideia.

 

M.F.: Lembro-me que a primeira coisa em que pensei foi «nós somos três, três vértices, um triângulo, e de um triângulo faz-se um círculo».

 

L.F.: No “artwork” do disco físico que vai sair para o ano fizemos uns esquissos geométricos que têm a ver com isso: diferentes tipos de triângulos dentro de diferentes círculos, elipses…

 

M.F.: Isto é uma condição que acompanha o ser humano há muito tempo, estas interpretações do círculo e do triângulo...

 

L.F.: Ocupamos este território sem grandes negociações, pois as coisas acontecem naturalmente e manobramos as fronteiras conforme nos apetece.

 

M.F.: Não nos fechamos sobre nós mesmos.

 

L.F. / R.M. (em simultâneo): É um espaço.

 

Tencionam pedir a colaboração de outros músicos?

M.F.: Nunca falámos sobre isso. Nunca esteve em cima da mesa.

 

L.F.: Temos muito repertório, temos muito material que ficou por gravar. Acho que ainda há mais coisas para dizer neste formato, antes de pensarmos em colaborações com outros músicos.

 

Este disco do Círculo é editado pela RODA Music. É uma iniciativa vossa, tanto quanto sei…

L.F.: A RODA Music é uma “label” que criámos porque toda a gente tem a mesma dificuldade, que é perceber como vamos meter a música no mercado, com que chancela a música vai sair… A certa altura achámos que seria interessante ter uma editora que fizesse sentido para as nossas coisas, para as coisas dos três. Achámos que poderia ser muito útil para os nossos próximos discos, os do Círculo e os dos projectos individuais de cada um, para além de reedições de discos nossos que entretanto esgotaram…

 

M.F.: E depois logo se vê!

 

L.F.: A ideia é ter um catálogo identificável, com uma linha gráfica identificável, uma loja ou um catálogo na Internet e que, daqui a um ano ou dois, tenha um corpo de edições que as pessoas associem a esta etiqueta.

 

Além de publicar a música dos três, pensam abrir a editora a outros músicos?

L.F.: Em Portugal não há muitas soluções e assim que o disco de Círculo foi editado tivemos um “feedback” imediato de vários colegas e amigos, muito interessados…

 

R.M.: Essa resposta foi um grande elogio!

 

L.F.: Foi um bom sinal, o sinal de que estamos a comunicar bem.

 

M.F.: E é um sinal de que não há muitas alternativas.

 

L.F.: Como sabes, o mercado em Portugal vive um período turbulento (para dizer o mínimo), e por isso temos de perceber se isso é praticável, se há vantagens em abrir a outras pessoas e em que moldes…

 

R.M.: Todos nós sentimos muita vontade de liderar uma mudança neste mercado que está esgotado em alternativas, com as que existem servindo poucas pessoas. Queremos perceber como poderemos criar uma certa mudança de paradigma.

 

M.F.: Isso não quer dizer que deixemos de trabalhar com outras editoras, mas agora temos isto. Lá está, o círculo não se fecha sobre si mesmo.

 

L.F.: Em primeira instância significa que, daqui a um tempo, algum de nós vai lançar um novo disco e não tem de pensar muito em que editora irá sair, porque já teremos esta solução rotinada…

 

R.M.: Isto é também apanágio dos tempos modernos da vida como artista: já não podemos estar apenas na frente da criação artística, temos igualmente de ser os agentes da divulgação. Começa a ser óbvio que temos de ser nós a abrir caminho e que nos podemos dar bem com esta forma de fazer as coisas. Não será a falta de apoio de uma instituição que vai fazer com que as coisas deixem de acontecer. Será uma forma de dar poder aos artistas, de os artistas sentirem que os seus trabalhos continuam a ser válidos, independentemente de terem a chancela de uma grande editora. Não pode deixar de haver criação artística pelo facto de não haver uma editora que não se identifique do ponto de vista comercial com essa criação… Isso não pode ser um impedimento ou um obstáculo para que as coisas existam. 

Que faça sentido

 

De que forma a RODA será uma editora diferente das outras?

L.F.: A Sintoma tinha uma filosofia muito própria sobre a distribuição da música (e todos nós participámos na Sintoma, em diferentes alturas), mas a certa altura acabámos por nos desencantar dessa ideia. Foi importante porque nos abriu os olhos para a situação do mercado actual… Depois da Sintoma surgiram outras iniciativas deste género, pequenas “labels”… Apesar de não termos uma estrutura financeira, queremos que as pessoas que forem ao “site” da RODA encontrem um catálogo que faça sentido, com solidez estilística, quer em termos de música como em termos visuais. Por vezes as pessoas juntam-se porque têm necessidade de dar escape à música que produzem, mas essa associação pode resultar em coisas muito dispersas…

 

M.F.: Não é por acaso: juntámo-nos porque nos interessava esta associação com pessoas que fazem coisas como nós.

 

R.M.: É algo de meio infantil. Quando decidimos fazer a editora ficámos histéricos, ficámos super-entusiasmados. Fizemos um brinde quando chegámos ao nome da editora! 

 

Uma coisa de que os músicos não costumam gostar muito é de classificar a sua própria música. Como é que vocês preferem apresentar a vossa música a quem não a conheça?

M.F.: Absorvemos muito e depois é tudo remisturado... Acho que é um campo muito aberto.

 

L.F.: Acho que é difícil… Há uma enorme faixa do jazz contemporâneo que é difícil definir, a não ser que percebas que aquelas pessoas fazem música de determinada forma. A nossa forma foi a que aprendemos ao estudar jazz, é aquilo que mais vem ao de cima. Mas depois temos temas completamente escritos, temos improvisação livre… O problema em classificar a nossa música é o mesmo problema que grande parte do jazz contemporâneo tem em definir-se. Claro que há franjas do jazz contemporâneo em que a ligação à tradição é mais óbvia, e aí estamos em territórios mais seguros. Nós estamos do outro lado, em que é tudo mais difícil de definir, mas é inevitável, tendo em conta as experimentações todas...

 

R.M.: A busca pela identidade neste espaço que é o jazz contemporâneo é uma luta, não só nossa, porque há sempre necessidade de rotular e é muito difícil. Acho que todos nós (e os nossos colegas) sentimos essa dificuldade, porque somos fruto de influências tão diversas. É tão difícil identificarmo-nos só com uma corrente… Mas também dizer «somos uma mistura de coisas» começa a ser um lugar-comum…

 

M.F.: Hoje em dia o jazz vive da influência de uma série de coisas que não são jazz e que levam o jazz a outros lugares.

 

E agora, vão apresentar o disco ao vivo?

L.F.: Em Janeiro, nos dias 23, 24 e 25, vamos apresentar este disco ao vivo no Hot Clube e nessa altura faremos o lançamento da edição física, em vinil duplo. A 23 de Novembro iremos tocar na Fundação Saramago, nos Dias do Desassossego, num concerto que vai incluir música do disco e também música original. Depois, é claro que continuaremos a tocar ao vivo.

 

Tiveram apoios para desenvolverem a vossa música?

M.F.: Não tivemos apoios como grupo, mas individualmente faz sentido fazer referência ao apoio da Fundação GDA. Foi importante para os meus projectos. Devia haver mais apoios como os da GDA…

 

L.F.: Estamos a tentar perceber se conseguiremos algum apoio para ressarcir o investimento que realizámos… Mas no passado recente todos nós tivemos algum tipo de apoio para as nossas edições. Seria muito interessante se houvesse mais apoios, mais concursos, mais oportunidades...

 

Que fase está agora a viver o Círculo?

R.M.: Estamos no rescaldo da parte da produção, que foi muito intensa, e que vimos agora materializar-se nesta edição digital, que está disponível nas diversas plataformas: Spotify, CD Baby, Apple Music, YouTube, Amazon… Em breve teremos a versão física, um objecto de coleccionador. Face a este novo modelo em que os CDs começam a cair em desuso e as pessoas acedem, sobretudo, às plataformas digitais, o formato físico começa a pender para alternativas como o vinil. Para nós isto é muito apelativo, porque o vinil, enquanto objecto artístico, dá-nos mais possibilidades e é mais diferenciado.

 

L.F.: O CD começou a ser redundante, porque o seu conteúdo está disponível “online”, e enquanto objecto não traz muito mais… Assim, pensamos fazer sempre uma edição digital – para “streaming” e venda “online” – e uma física que ofereça algo mais às pessoas.

 

M.F.: Vamos contar com pessoas com quem já trabalhámos em outros projectos para a fotografia e o “design” gráfico… Acho que isto vai tornar o produto único.

 

E individualmente, em que projectos estão envolvidos fora do Círculo?

R.M.: A seguir a Círculo tenho um disco com Filipe Raposo, que vai sair no dia 5 de Maio de 2020, com lançamento no Teatro São Luiz. Vai ser o primeiro volume de “The Art of Song”, um conceito que temos vindo a trabalhar em que misturamos barroco com jazz. Terei outros projectos, mas este será o mais imediato.

 

L.F.: Tenho outro trio para sair, um grupo com João Hasselberg e Eduardo Raon, de improvisação livre. O projecto chama-se This Was What Will Be: é um grupo que me estimula muito e deverá sair em breve. Em Dezembro vou gravar o novo disco de Cristina Branco, que vou produzir com os meus colegas de banda e vai sair em Março. Tenho também um duo com João Mortágua, que se chama Kintsugi, que é uma coisa meio louca, com muita electrónica. Filosoficamente é uma coisa assente na ideia do erro e do inesperado e naquilo que pode surgir dessas situações. E tenho uma série de encomendas, para compor e para arranjos.

 

M.F.: Eu tenho o quinteto de Gonçalo Sousa, que é um grupo muito interessante, com a minha filha a participar no mesmo disco enquanto cantora! Este ano gravei muito e espero que essas gravações saiam brevemente: gravei em França com o João Paulo [Esteves da Silva] e o Samuel [Rohrer]; gravei com Paulo Barros, um pianista do Porto, e com Joel Silva; gravei com Pedro Moreira, “Two Maybe More”, um octeto de saxofones com contrabaixo e bateria, formação pouco usual e muito interessante. Tenho também o grupo de Beatriz Nunes: estamos em fase de pré-produção e espero que este segundo álbum saia em breve.

 

Agradecimentos a Espaço Espelho de Água / Mário Almeida

 

Para saber mais

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