, 21 de Setembro de 2020

Jazz na Voz do Operário

Realiza-se de 9 a 11 de Outubro, na Voz do Operário, em Lisboa, um novo festival que tem a voz como mote, a propriamente dita e a que é representada por aquela instituição que, antes de ser a sociedade de instrução e beneficência que hoje é, foi um jornal dirigido aos trabalhadores tabaqueiros. A iniciativa tem o apoio do Fundo de Emergência Social da autarquia. A abertura do Jazz Tem Voz faz-se, a 9, com o projecto “Entre Paredes” do Bernardo Moreira Sexteto, ao contrabaixista e compositor / arranjador (tal como o título indica, os temas são da autoria de Carlos Paredes) que dá nome ao grupo juntando-se João Moreira (trompete), Tomás Marques (saxofone alto), Mário Delgado (guitarra), Ricardo Dias (piano) e Joel Silva (bateria).

No dia seguinte, à tarde, vez para a estreia absoluta de um novo trio, Quang Ny Lys, que se caracteriza por dar uma «perspectiva contemporânea» aos velhos “standards” do jazz, formado pela cantora Rita Maria (foto acima) com João Mortágua no saxofone alto e na electrónica e Mané Fernandes em guitarra eléctrica. Será o único a acontecer no Largo de Santa Marinha, com entrada livre. À noite, de volta à Voz do Operário, toca o César Cardoso Ensemble com o repertório do álbum “Dice of Tenors”, um octeto em que encontramos, além do saxofonista tenor líder, o saxofone alto de José Soares, o trompete de Luís Cunha, o trombone de Lars Arens, o vibrafone de Jeffery Davis, o piano de Óscar Marcelino da Graça, o contrabaixo de Demian Cabaud e a bateria de Marcos Cavaleiro.

Os concertos de domingo, 11 de Outubro, começam logo de manhã com O Jazz é Fixe, sessão dedicada aos mais novos. Os intervenientes serão Vânia Couto (voz), João Mortágua e Alvaro Rosso (contrabaixo). O fecho faz-se ao final da tarde com “Songbird”, da dupla constituída pelo pianista Luís Figueiredo e pelo contrabaixista João Hasselberg. Uma exposição, uma oficina de ilustração conduzida por André Letria e uma conversa completam o programa. Lotações máximas, distanciamento entre cadeiras e uso de máscaras serão as condicionantes nestes tempos de pandemia.