, 27 de Fevereiro de 2020

Rodrigo Brandão: encontro marcado em Lisboa para 7 de Março

No próximo dia 7 de Março, na Crew Hassan, o brasileiro Rodrigo Brandão encontra-se com músicos improvisadores portugueses, designadamente Rodrigo Amado (saxofone tenor), Hernâni Faustino (contrabaixo) e João Valinho (bateria). Agora fixado em Lisboa, decisão que tomou quando o “Bozonazi” venceu as eleições presidenciais no Brasil, Brandão é uma das figuras mais importantes da cena artisticamente inconformada de São Paulo, enquanto declamador, escritor e performer («o cara mais pesado que eu já ouvi», lê-se num dos comentários da sua página no Youtube).

Nesta actuação em Março poderá utilizar alguns dos textos que vêm no álbum “Outros Barato” (Ingua Records, 2019), gravado com a nata da improvisação da metrópole brasileira em que nasceu. Um dos membros do grupo é Maurício Takara, percussionista e manipulador de samples e electrónicas dos São Paulo Underground de Rob Mazurek, outro o saxofonista e flautista Thiago França e outro ainda Rodrigo Carneiro, da banda de rock Mickey Junkies.

Vindo do hip-hop, com colaborações em Nova Iorque com, por exemplo, Prince Paul, Rodrigo Brandão teve oportunidade de participar, em 2013, numa das paragens da digressão brasileira que os São Paulo Underground fizeram com o mítico Pharoah Sanders. Depois, fez o mesmo com Marshall Allen e vários elementos da Sun Ra Arkestra, e com Tony Allen, baterista dos Africa ’70 de Fela Kuti. Um dos seus temas mais representativos é “O Futuro é Fêmea” e nesse título já vem tudo dito quanto à mensagem que, agora em Portugal, tem para nos transmitir.