, 27 de Setembro de 2018

Creative Sources Fest: Novembro com 30 concertos em cinco dias

Está anunciada uma nova edição do Creative Sources Fest, o festival organizado pela editora portuguesa Creative Sources que, nos últimos anos – e neste mais uma vez –, se tem realizado no O’culto da Ajuda, em Lisboa. São cinco os dias de música ao vivo, de 5 a 10 de Novembro, com um total de 30 concertos. Algumas importantes participações estrangeiras se registam, como a da Shelley Hirsh Band (foto acima) e as parcerias com músicos nacionais por parte de Mia Dyberg, Ramón López, Wade Matthews, Étienne Brunet, Johan Moir e Fred Marty, entre outros. Alguns nomes de topo da improvisação experimental e do jazz criativo que por cá se praticam estão incluídos, como Rodrigo Amado com a sua Motion Orchestra (o trio base mais participações extra), o Sei Miguel Trio, Ernesto Rodrigues em diferentes contextos ou Miguel Azguime a solo. Cada um dos dias do CS Fest termina com uma grande formação da nebulosa Creative Sources, designadamente (e por ordem de aparição) String Theory, Isotope Ensemble, IKB, Suspensão, Octopus e Variable Geometry Orchestra.

O arranque é feito pelo Free Pantone Trio no dia 5, projecto de que acaba de ser publicado disco. Seguem-se o duo de contrabaixos de João Madeira e Hernâni Faustino, Ernesto Rodrigues em quarteto com Guilherme Rodrigues, Fred Marty e Carlos Santos e o duo de teclados e percussão Welcome to Silkeborg. A 6 apresentam-se a primeira de duas versões dos Spiegel, um solo do contrabaixista Fred Marty, o Lisbon String Trio de Ernesto Rodrigues, Miguel Mira e Alvaro Rosso com o tubista Gil Gonçalves como convidado e Wilfrido Terrazas com Hernâni Faustino e o já referido Ramón López. No dia 7 de Novembro sucedem-se Miguel Azguime, André Hencleeday, uma dupla formada por Gianna de Toni e Biagio Verdolini e o trompetista Sei Miguel com Fala Mariam e Bruno Silva.

A maratona de 8 inicia-se com o Spiegel II e continua com Maria Radich e Maria do Mar em trio com o clarinetista Noel Taylor, o duo electroacústico de Carlos Santos e Carla Santana e um colectivo fundado pelo violoncelista Guilherme Rodrigues com Quentin Stokart, Johan Moir e Tom Malmendier. A 9, as honras de abertura cabem a Nuno Torres, Hernâni Faustino e Nuno Morão, com a Novo Scratch Video Orchestra de Étienne Brunet, a tripla Wade Matthews / Abdul Moimême / Carlos Santos e a Motion Orchestra a prosseguirem os trabalhos. O fecho faz-se a 10 com os Garden de Luís Lopes, José Bruno Parrinha e Ricardo Jacinto, o quinteto de Ernesto Rodrigues, Mia Dyberg, Guilherme Rodrigues, Johan Moir e José Oliveira (este previsivelmente a recitar poesia, dado estar retirado como músico), o trio de Rodrigo Pinheiro, Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini e o grupo da cantora Shelley Hirsh.