, 19 de Setembro de 2018

Angrajazz: três orquestras e mais em Outubro

Está quase a chegar a edição de 2018 do Angrajazz, a ter lugar de 3 a 6 de Outubro no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, nos Açores. O arranque faz-se com um momento de celebração dos 70 anos do Hot Clube de Portugal, com a Orquestra de Jazz daquela instituição a interpretar a música de António Pinho Vargas no dia 3. Não é a única “big band” a apresentar-se no certame das ilhas – logo no dia seguinte, volta a subir ao palco, como é ali de tradição, a Orquestra Angrajazz, com direcção combinada de Pedro Moreira e Claus Nymark. Na “double bill” da noite, segue-se o Gonzalo Rubalcaba Trio com o seu jazz afro-cubano, estando ao lado do pianista o contrabaixo de Ernesto Simpson e a bateria de Armando Gola.

A 5 de Outubro são também dois os concertos, primeiro o Andy Sheppard Quartet e depois o Billy Childs Quartet. Sheppard apresenta o grupo com que lançou este ano pela ECM o álbum “Romaria”, título que já denota o facto de estar a viver em Portugal. Eivind Aarset, Michel Benita e Sebastian Rochford são os seus parceiros, em guitarra, contrabaixo e bateria respectivamente. O antigo pianista de Freddie Hubbard (Childs) terá como parceiros o saxofonista Steve Wilson, o contrabaixista Hans Glawischnig e o baterista Christian Euman.

O fecho do Angrajazz faz-se, a 6, com uma terceira grande formação, a James Argue’s Secret Society (foto acima de Ed Lefkowicz) e com o quinteto da cantora Jazzmeia Horn. Aquela que é uma das maiores revelações do jazz vocal nos últimos anos terá com ela Marcus Miller (em saxofone, não confundir com o baixista do mesmo nome), Victor Gould (piano), Barry Stephenson (contrabaixo) e Henry Conerway III (bateria). Argue traz, pelo seu lado, um dos mais interessantes projectos orquestrais da actualidade, com um repertório em que constarão temas do seu mais recente disco, “Real Enemies”.

Algumas participações nacionais extra decorrerão em paralelo, e com entrada gratuita, logo a partir de 28 de Setembro, com o Quinteto de Luís Cunha (o director, também, da Orquestra de Jazz do Hot Clube), o Pedro Nobre Trio e o Quarteto de Sara Miguel, em actuações distribuídas por vários locais.