, 21 de Maio de 2018

Jazz im Goethe-Garten está de volta

Está anunciado o cartaz da 14ª edição do Jazz im Goethe-Garten, a acontecer entre 3 e 13 de Julho, sempre ao entardecer, no jardim do Goethe Institut, em Lisboa, e como habitualmente com a direcção artística de Rui Neves, também o responsável da programação do Jazz em Agosto, da Fundação Caloustre Gulbenkian. A abertura faz-se no dia 3, como vem sendo de regra, com uma participação portuguesa, a do trio de Gonçalo Almeida (contrabaixo), Rodrigo Amado (saxofone tenor) e Marco Franco (bateria), responsável por aquele que a crítica internacional considerou ser um dos melhores discos da fornada de 2017, “The Attic”, um exemplo da melhor “fire music” que se vai tocando por estes dias.

O alinhamento do festival prossegue com outros notáveis grupos da nova geração do jazz europeu. A 4 sobe ao palco uma formação de Barcelona, o Trio Chaosophy, com El Pricto em saxofone alto e Fender Rhodes, Josep Lluis Galiana nos saxofones tenor e soprano e Avelino Saavedra na bateria. Música energética e inconformista é o que se espera. No dia seguinte, outro projecto latino, os O.N.G do italiano Gabriele Mitelli (trompetes, fliscórnio, electrónica, voz), com Enrico Terragnoli na guitarra e nos teclados, Gabrio Baldacci na guitarra barítono e Cristiano Calcagnile em bateria, percussão e objectos. A linha seguida é a de um jazz psicadélico e tropicalista por vezes conotável com o pós-rock. A 6 de Julho chega uma embaixada da Suíça, o Trio Heinz Herbert do guitarrista Dominic Landolt com Ramon Landolt em sintetizador, sampler e piano e Mario Hanni em bateria. Jazz, metal e minimalismo numa abordagem experimental e tendencialmente noise, é o que vamos ouvir.

Depois de uma pausa, o dia 12 de Julho traz uma representação da Áustria, o duo de Katharina Ernst (bateria, brinquedos) e Martin Siewert (guitarras, electrónica), conhecido pelas suas derivas improvisacionais ora agrestes, ora coloridas, mas sempre com um carácter cinematográfico. O fecho faz-se a 13, também como é costume, com uma banda alemã. No caso, os Gorilla Mask (foto acima de Roger Rossell) com o seu misto de free jazz, punk e dub, juntando o saxofone alto de Peter Van Huffel, o baixo eléctrico de Roland Fidezius e a bateria de Rudi Fischerlehner.