, 9 de Agosto de 2017

Konitz, Attias e Pifarély vêm ao Seixal

Está divulgada a programação do SeixalJazz de 2017, como habitualmente a ter lugar no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, junto ao Tejo. De 19 a 28 de Outubro desfilam algumas das mais gratas figuras do jazz que hoje se pratica em Portugal, na Europa e nos Estados Unidos.

A abertura faz-se, a 19, com o quinteto norte-americano do guitarrista austríaco Wolfgang Muthspiel, com Ralph Alessi no trompete, Jon Cowherd ao piano, Scott Colley no contrabaixo e Eric Harland na bateria. O que se espera é o jazz da tradição, tocado com uma enorme frescura. No dia seguinte, descem da Beira Interior os muitos aplaudidos Slow is Possible, a fim de apresentarem o repertório do seu novo álbum, “Moonwatchers”, um híbrido cinematográfico de jazz, música de câmara e rock com uma formação instrumental invulgar de violoncelo (André Pontífice), saxofone alto (Bruno Figueira), guitarra eléctrica (João Clemente), piano (Nuno Santos Dias), contrabaixo (Ricardo Sousa) e bateria (Duarte Fonseca). A 21 de Outubro, sobe ao palco o quarteto de Michael Attias, com o saxofonista alto a ter o suporte de três fiéis companheiros de estrada: Aruán Ortiz (piano), John Hébert (contrabaixo) e Nasheet Waits (bateria). O “som” do grupo é o de Nova Iorque, aliando património jazzístico e contemporaneidade.

O segundo fim-de-semana do festival arranca, a 26, com o João Barradas Quinteto. O jovem acordeonista vai ao Seixal com uma banda de maiorais do jazz português, designadamente André Fernandes na guitarra eléctrica, João Paulo Esteves da Silva no piano, André Rosinha no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria. Energia, inventividade e virtuosismo são os termos certos para definir o que acontecerá. No dia 27 a música vem de Paris, com o violinista Dominique Pifarély e o seu mais convencional combo de jazz, formado por Antonin Rayon (piano), Bruno Chevillon (contrabaixo) e François Merville (bateria), para uma prestação que de convencional terá certamente pouco. A elegância da música clássica e o balanço do rock progressivo emprestam características aos temas de Pifarély interpretados pelo quarteto. O fecho faz-se com chave de ouro: Lee Konitz (foto acima) é o protagonista da sessão de 28 de Outubro. A figura saída da tendência cool com quem actuaram já vários músicos de Portugal, de Carlos “Zíngaro” ao já aqui referido André Fernandes, passando pelos membros da Orquestra Jazz de Matosinhos, volta ao nosso país com o pianista Dan Tepfer, o contrabaixista Jeremy Stratton e o baterista George Schuller. Um “até para o ano” com saxofone de veludo.