Phil Woods: morte aos 83 anos
Depois do desaparecimento do “pai” da third stream, Gunther Schuller, em Junho passado, eis que mais um gigante do jazz deixa o mundo dos vivos no Verão de 2015: o saxofonista alto norte-americano Phil Woods (foto acima de An Iren Oetsby) morreu esta semana (29 de Setembro), com 83 anos de idade.
Foi um dos grandes nomes do bebop, tendo sido apontado como «o novo Bird» devido à adopção da forma de Charlie Parker tocar, com fraseados muito rápidos e fluidos, carregados de blues. Fez, no entanto, questão de não ser um mero copista do mestre e assim impôs o seu nome.
Deixou marcas em várias frentes do jazz. Uma delas teve especial relevo entre finais da década de 1960 e inícios da seguinte, com a sua European Rhythm Machine, que não andou longe da vanguarda deste género musical na altura. A passagem de Woods pela Blue Note, na companhia de Herbie Hancock e Ron Carter, também foi notada, bem como a sua colaboração com o pianista Enrico Pieranunzi.
Sofria de enfizema crónico, apresentando-se em palco com uma garrafa de oxigénio atrás. Quando tirava a máscara para soprar o seu saxofone, a aparente facilidade com que as notas lhe surgiam era motivo de assombro. A última apresentação pública do músico foi a 4 de Setembro passado, com um tributo a um disco que dividiu os apreciadores de Bird, “Charlie Parker with Strings”. Mais uma personagem histórica que se perde…