(des)encontros com o jazz (e música improvisada) em Portugal #05, 22 de Setembro de 2022

(des)encontros com o jazz (e música improvisada) em Portugal #05

O Duke e a Rainha na capital portuguesa

texto: Pedro Cravinho

No quinto texto da sua rubrica “(des)encontros com o jazz (e música improvisada) em Portugal”, o investigador Pedro Cravinho discorre sobre a realeza que mais importa e recupera a vinda a Lisboa (Cinema Monumental), em janeiro de 1966, da cantora Ella Fitzgerald e da orquestra liderada pelo pianista, compositor e maestro Duke Ellington, figuras maiores da história do jazz, numa altura em que o país permanecia mergulhado na escuridão...

O título desta rubrica parece remeter para a visita a Portugal da rainha Isabel II de Inglaterra e marido, durante Fevereiro de 1957, cinco anos após ter sido coroada. Momento habilmente aproveitado pelo “astuto” ditador português para tentar desviar as atenções e pressão internacional relativamente à desastrosa política colonial portuguesa. Assim como pela RTP, que ainda a dar os primeiros passos, registou a visita da rainha Isabel II e marido, Filipe, Duque de Edimburgo. No entanto, [email protected] [email protected], não é! Proponho desviarmos as atenções para outra Rainha e outro Duke em solo português.

Em finais de Janeiro de 1966, chegavam ao Aeroporto Internacional de Lisboa quatro artistas africano-americanos: Ella Fitzgerald, acompanhada pelo seu trio liderado pelo pianista Jimmy Jones, com Joe Comfort, no contrabaixo, e Gus Johnson, na bateira. Posteriormente, chegava Duke Ellington e a sua “famosa orquestra.” A presença de Fitzgerald e Ellington e respectivas formações, pela primeira vez em Portugal, resultou de um acordo entre o empresário português Vasco Morgado e o seu congénere norte-americano Norman Graz, iniciativa que contou igualmente com o apoio dos Serviços de Informação e Assuntos Culturais da Embaixada do Estados Unidos da América em Lisboa.

Tendo em conta o panorama cultural nacional da época na pacata capital portuguesa, tratou-se um evento singular que gerou um enorme entusiasmo no meio jazzístico português, e não só. Os dois concertos de Ellington e Fitzgerald em Lisboa foram o ponto de partida de uma European Tour 1966, de cinco semanas, com paragem por diferentes cidades europeias. No sentido de revisitar essa visita do Duke e da Rainha à capital portuguesa, dedica-se este artigo da rubrica “(des)encontros com jazz (e música improvisada) em Portugal”.

Janeiro de 1966 foi um mês com vários acontecimentos em termos de jazz em Portugal. Uma semana antes da chegada de Fitzgerald e Ellington ao Aeroporto Internacional de Lisboa, atracava no Tejo, o cruzador Springfield da 6.a Esquadra dos Estados Unidos da América. Tratou-se, conforme noticiado na imprensa, de uma visita de rotina de uma semana do “navio-chefe da 6.a Esquadra dos Estados Unidos no Mediterrâneo” à capital portuguesa. A imprensa acrescentava que um “agrupamento jazz” da 6.ª Esquadra planeava dar um concerto na Universidade de Lisboa. No entanto, sabemos, que alguns desses músicos de jazz da 6.a Esquadra tiveram outras paragens, jazzisticamente falando, obviamente.

Em Janeiro de 1966, a imprensa anunciou igualmente um evento jazzístico em Coimbra. Tratou-se da realização da “I Semana de Jazz”, promovida pelo Clube de Jazz do Orfeão Académico da Universidade de Coimbra e patrocinada pela Embaixada dos Estados Unidos da América. A Semana de Jazz em Coimbra iniciou-se com a inauguração da exposição “Três Gerações de Jazz”, patente ao público no bloco de ensaios da sede da Associação Académica. A imprensa informava ainda os leitores da presença de um jazz combo da 6.a Esquadra na “I Semana de Jazz de Coimbra”.

Num tom mais grave, também em Janeiro de 1966, a imprensa nacional alertava os seus leitores sobre o perigo de uma ameaça comunista a nível internacional e descorria sobre guerra no Vietname. Relativamente aos milhares de jovens enviados à força para o ultramar português, pouco ou nada se redigia. Em parte, devido a um eficaz e opressivo serviço de censura do regime de Salazar, que coagia os meios de comunicação a desviarem a atenção dos seus leitores para outras geografias. Sobre a situação nas colónias portuguesas em África, timidamente anunciava-se o embarque de tropas.

No entanto, de acordo com o jornalista Paulo Guerra nos dados coligidos no Estado-Maior-General das Forças Armadas, morreram em Angola, Guiné e Moçambique cerca de 8.831 militares portugueses, tendo 32.195, sofrido ferimentos graves e ligeiros. Desses resultaram 4.418 deficientes e mutilados de guerra. Segundo o mesmo estudo, e de acordo com o Serviço de Psicoterapia Comportamental do Hospital Júlio de Matos, entre 30.000 a 100.000 combatentes sofreram de stress de guerra.

Mas em Janeiro de 1966, sobre o ultramar português as notícias eram outras: «Uma breve elocução de despedida do Brigadeiro... em representação do ministro do exército»; ou a presença de «uma fanfarra do Q.G.M.L» tocando marchas militares durante o embarque de milhares de jovens “rumo as colónias”.Vários desses jovens, posteriormente, regressados à metrópole, enveredariam por uma carreira ligada ao jazz e música improvisada em Portugal (assunto para outra rubrica). Mas regressemos ao Duke e à Rainha na capital portuguesa, conforme título de uma crónica da autoria de José Niza dedicada a esses momentos. Niza, que, anos mais tarde, viria também a publicar sobre a sua experiência como médico em Angola (1968-1971).

Mas em Janeiro de 1966, os jornais, anunciavam a vinda a Lisboa, dos «”monstros” sagrados do jazz mundial, Ella Fitzgerald, Duke Ellington e a sua famosa orquestra... o maior acontecimento artístico na história do espectáculo em Portugal.» Informando sobre o importante papel que a Embaixada dos Estados Unidos da América teve no apoio ao evento. E que «milhares de pessoas» procuravam «adquirir os bilhetes para presenciar a mais espantosa e espectacular exibição de toda uma geração.» Mais ainda, os leitores portugueses eram igualmente avisados que «as magistrais lições interpretativas» de Duke Ellington e Ella Fitzgerald não seriam «televisionadas, filmadas, ou telegravadas». Precisamente o contrário do que tinha acontecido na década anterior durante a visita a Portugal da rainha Isabel II de Inglaterra e marido, Filipe, Duque de Edimburgo.

No pequeno ecrã, num dos seus programas da série televisiva, “TV Jazz”, o produtor e apresentador Manuel Jorge Veloso não escondia o entusiasmo com a vinda a Portugal de Ella Fitzgerald e Duke Ellington. (Exacto, caro leitor. (Re)lembra-se que durante a ditadura de Salazar e Caetano, o serviço público de televisão em Portugal transmitia regularmente programas de jazz. Um paradoxo, não acha? Principalmente tendo em conta a abundância de improvisadores de elevada qualidade em Portugal continental e insular actualmente. Infelizmente, o serviço público de televisão parece não conseguir encontrar um espaço regular para o jazz e música improvisada.

Nos ecrãs da RTP, em janeiro de 1966, o saudoso Jorge Veloso, anunciou o seguinte: «senhores espectadores, parece que começamos bem, mesmo sensacionalmente, com a primeira apresentação em Portugal de um dos monstros sagrados do jazz de todos os tempos – Duke Ellington – que, em conjunto com a espantosa cantora que é Ella Fitzgerald, vem a Lisboa dar dois concertos.»

Em outro dos seus programas, Jorge Veloso dava a conhecer aos telespectadores da realização da “I Semana de Jazz”, organizada pelo Clube de Jazz do Orfeão Académico de Coimbra, e que contava com a colaboração com os Serviços de Informação da Embaixada Americana em Lisboa. Durante uma semana tiveram lugar em Coimbra palestras, sessões fonográficas e projecção de filmes sobre jazz, comentados por Luís Villas-Boas, e duas jam-sessions. Acrescentando, Jorge Veloso, que o evento em Coimbra contava com «a colaboração de um conjunto de músicos de jazz da esquadra americana que se encontra entre nós.» Iniciativa semelhante há realizada uma semana antes, aquando da presença dos músicos americanos na sala dos Alunos da Faculdade de Medicina em Lisboa. Para um melhor conhecimento sobre o jazz na cidade de Coimbra durante o regime do Estado Novo.

Sobre a vinda a Portugal de Ella Fitzgerald, e Duke Ellington a imprensa de época publicou pequenos artigos e entrevistas. A televisão captou a chegada de Ella ao aeroporto de Lisboa.

Entrevistas

Transcrevem-se excertos de uma curta entrevista que descreve a chegada da cantora a Lisboa, com o título “O que interessa no jazz é senti-lo directamente no coração.” Título, que resume uma resposta curta de Fitzgerald a uma pergunta do repórter português:

«Foi só Ella que chegou. Ella Fitzgerald. Uma mulher forte e nostálgica... impaciente e apressada... Só chegou Ella porque ele chega amanhã. Duke Ellington, o maior, retardou um dia a sua chegada a Lisboa... É a primeira vez que vêm ao nosso país. Ella não queria entrevistas. Por isso fugiu para o carro que a aguardava. Mas o repórter trocou-lhe o passo. E a conversa começou fria, sem balanco nem ritmo.» Fitzgerald, responderia a algumas perguntas, uma delas da seguinte forma: «nos fiéis do jazz, não há brancos nem negros. Há pessoas... pessoas unidas pelo que a música expressa de humano e dramático.» O repórter acrescentou: «Foi a primeira vez que vimos nos olhos de Ella um fulgor vivo. Desde que conversamos. Envolta no seu casaco espesso de astrakan, reclinada nas almofadas do carro que a aguardava a diva do jazz deixou o aeroporto... O Monumental estará cheio.»

No dia seguinte, a imprensa diária anunciava «Chegou Duke Ellington».

«Duke Ellington, o mais famoso compositor de jazz dos nossos dias, chegou esta manhã a Lisboa, com a sua orquestra. Vêm actuar, acompanhados da não menos famosa Ella Fitzgerald, em dois espectáculos no Monumental... Duke Ellington, o grande artista, tinha muitos admiradores à sua espera, despediu-se, depois, com um sorriso de simpatia, seguindo com os componentes da sua orquestra para o hotel onde ficaram instalados. Depois será a interpretação e os espectáculos no Monumental, cujos bilhetes estão esgotados há dias.»

Concertos

Um primeiro, às 18:30h, para maiores de seis anos; o segundo, um pouco mais tarde, às 22h, para maiores de 12 anos.

Repertório

O elegante programa de sala do concerto no Monumental, de capa encarnada, contém apenas os dados biográficos de Ella Fitzgerald e Duke Ellington. Não faz referência ao repertório nem aos nomes dos músicos das duas formações. No entanto esses dados estão disponíveis em outras fontes associadas à European Tour 1966 de cinco semanas. Sobre o concerto de Lisboa, através do cruzamento de dados coligidos em artigos da época foi possível identificar algum do repertório tocado.

Músicos

Participaram nos dois concertos de Lisboa: Herbie Jones, Cootie Williams, Cat Anderson, Mercer Ellington (trompete); Lawrence Brown, Buster Cooper, Chuck Connors (trombone); Jimmy Hamilton; Russel Procope (clarinete e saxofone tenor); Johnny Hodges, Paul Gonsalves (saxofone alto); Harry Carney (saxofone barítono); John Lamb (contrabaixo); e Skeet Marsh (bateria). Nota adicional: no dia seguinte, no final do segundo concerto em Barcelona, Ellington, desagradado com o resultado da secção rítmica, manda chamar Elvin Jones, que chega a tempo para o concerto em Turim. Mas Jones não gostou da experiencia “duas baterias” em palco (com Skeet Marsh) e despede-se (posteriormente, em entrevista, acrescentaria outro motivo, um forte desentendimento com Johnny Hodges). Duke, contrata novo baterista, Sam Woodyard, chegou a tempo para o concerto na Suíça.

Espectáculos

Cada um dos concertos teve duas partes de aproximadamente de uma hora. Na primeira parte, a orquestra de Duke Ellington a solo. Na segunda, a cantora Ella Fitzgerald, com Jimmy Jones ao piano, Joe Comfort no contrabaixo e Gus Johnson na bateria, substituíram Lamb e Skeets, respectivamente. Ellington dirigiu a orquestra.

Crónicas

Transcrevem-se excertos de três crónicas da época, que hoje, permitem-nos à distancia analisar como o evento foi recebido na capital portuguesa. O primeiro, com o título “Concerto de jazz no Monumental”, foi publicado no dia seguinte aos concertos:

«Há já alguns dias que estava esgotada a lotação do Monumental para os dois concertos de jazz que Ella Fitzgerald e Duke Ellington ontem deram em Lisboa... Duke tem uma maneira curiosa de apresentar os elementos do seu conjunto: começa com uma peça onde tocam todos ao mesmo tempo, passando sucessivamente à apresentação individual de cada um, que se destaca para um solo. Fica assim demonstradas a capacidade virtuosística dos componente... Momento particularmente interessante da actuação foi o solo e o dialogo entre o piano e o contrabaixo... Se é verdade que o jazz é para ser interpretado com o coração, não há de que o coração de Ella Fitzgerald deve ser tão grande que nele cabem todos os sentimentos do mundo. Durante mais de uma hora, na segunda parte do concerto, Ella prendeu a assistência ... cantou com uma raça, uma centelha e um calor humano que levaram a assistência ao rubro. Ella não interpretou nenhum espiritual negro e fez uma incursão pela cançoneta, com uma conhecida composição brasileira... A tristeza, a alegria, o tom jocoso, a fala, o grito rouco, lançado com uma voz sabiamente escurecida como a frase cristalina, subjugam-nos, levando-nos onde Ella quer... Quando a cortina fechou pela última vez, o público não arredava pé e continuava a gritar. Na plateia, os casais de trinta anos, os rapazes e raparigas dos vinte e muitos, que constituíam a maior parte da assistência, desejavam prolongar por mais uns momentos o verdadeiro diálogo que os unira à cantora...E mau grado o preço dos bilhetes que atingem as duas centenas de escudos, o publico continua a corresponder . O que não deixa de ser significativo para um observador atento de certos fenómenos sociais. L. d’O. N.»

[Para os leitores jovens, ou menos atentos, (re)lembra-se que o salário mínimo nacional foi uma das muitas conquistas da Revolução dos Cravos, criado por Avelino Pacheco Gonçalves, na época o Ministro do Trabalho do I Governo Provisório. Fixado em Maio de 1974 com o valor em 3.300$00 (escudos), o equivalente a 16,5 euros (sem inflação)].

Voltemos a mais à segunda crónica dos concertos de Fitzgerald e Ellington no Monumental, com o titulo “O jazz esteve em Lisboa”, da autoria de José Reis, ilustrado com fotografias de Correia dos Santos, publicado uma semana depois dos concertos:

 «Justificaram-se os 300 contos [300.000$00 (escudos portugueses da época)] para ambos?...Nos dois espectáculos, a vasta sala do Monumental esgotou até não caber mais – dias antes já todos os bilhetes estavam esgotados. Começamos a habituar-nos a este felicidade de ver os grandes artistas actuarem em Portugal, em carne e osso. Ella Fitzgerald, primeira dama do jazz – rosto cheio, sorriso sereno e perante, grandes olhos a quererem sair das órbitas, voz que se deixa dominar pelo temperamento da artista. Duke Ellington, famoso compositor e pianista – afável, constante boa disposição um gracejo para atirar na altura própria e mãos grossas... Estiveram em Lisboa, deram dois monumentais espectáculos de jazz e seguiram viajem para Espanha, no seu peregrinar pela Europa.»

Ao longo desta crónica, encontram-se varias afirmações generalistas e duas imagens.

 

Uma delas, captou o aperto de mão entre o Duke e o “pantera negra”, Eusébio, a antiga glória do futebol nacional, com a seguinte legenda: «... figura celebre do futebol mundial, felicita o mago do jazz, de quem foi espectador arrebatado.»

A última crónica é da autoria de José Niza Mendes, passados dois meses após os concertos: «... o pano correu no palco do Monumental, revelando 14 elementos da maior orquestra de jazz de todos os tempos. Com “Take the Hight Train” [sic] em “back-ground” [sic], o simpático e aristocrático Duke penetrou sorridente no palco para ouvir a primeira oração da noite. Daí para a frente, 60 minutos decorreram sem que ninguém disso se apercebesse. O tempo não compadeceu e uma hora vivida numa espécie de encantamento passou com a celeridade do minuto. O que aconteceu durante esse tempo? – Um mundo de coisas, mas sobretudo jazz, jazz do melhor, jazz como nunca se ouvira ainda em Portugal... Espectáculo foi ainda o intervalo – nos rostos, nos comentários, na velocidade que se consumia os cigarros... Mas havia mais. Havia Ella Fitzgerald! Com “Satin Doll”, a famosa composição de Ellington, a jovem Ella (e os seus 90 e tantos quilos de swing) deu inicio à segunda parte... Desde o primeiro acorde de “Satin Doll” até à ultima nota de “Mack, the Knife”, houve uma comunicação entre a cantora e o público, ligação que nunca se quebrou... Ella foi (quanto a nós) superior ao próprio Ellington!»

Termina-se assim esta rubrica dedicada a revisitar os concertos de Ella Fitzgerald e Duke Ellington na pacata capital portuguesa durante o regime do Estado Novo de Oliveira Salazar. Utilizou-se documentação e três crónicas da época, das quais se transcreveram pequenos excertos. Da última, da autoria de José Niza, usou-se, igualmente por empréstimo, o título deste artigo da rubrica “(des)encontros com jazz (e música improvisada) em Portugal”. Convém acrescentar que a passagem por Portugal em Janeiro de 1966, de Herbie Jones, Cootie Williams, Cat Anderson, Mercer Ellington, Lawrence Brown, Buster Cooper, Chuck Connors, Jimmy Hamilton, Russel Procope, Johnny Hodges, Paul Gonsalves, Harry Carney, John Lamb, e Skeet Marsh, Jimmy Jones Joe Comfort e Gus Johnson foi um acontecimento assinalável para a cena jazzística portuguesa da época.

A inclusão gradual de Portugal nos circuitos internacionais das digressões europeias dos artistas de jazz oriundos do Estados Unidos da América viria a consolidar-se com o Festival Internacional de Jazz de Cascais, após várias iniciativas avulsas (assunto para uma outra rubrica). Sobre o Duke e a Rainha. E(l)la não voltaria. Ele regressaria, para tocar no Cascais Jazz, meses antes de falecer. Curiosamente, no mesmo ano em que outro duque, o Duque de Edimburgo e consorte real de Isabel II, visitou oficialmente Portugal, a propósito das comemorações dos 600 anos da ligação luso-britânica.

O autor segue a ortografia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

Sobre o autor:

Pedro Cravinho é cofundador e membro da Direção da Rede Portuguesa de Jazz – área da investigação. Diretor dos Arquivos da Faculty of Arts, Design and Media da Birmingham City University (BCU). Investigador Sénior em Estudos de Jazz no Birmingham Centre for Media and Cultural Research (BCMCR), co-líder do BCMCR Jazz Studies e History, Heritage & Archives Research Clusters. Investigador do CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória” (Portugal) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Membro das direções do National Jazz Archive (Inglaterra), Scottish Jazz Archive (Escócia), da Duke Ellington Society (Reino Unido) e membro do West Midlands Archives (Inglaterra). Cofundador das conferências internacionais ‘Documenting Jazz’ e autor de diversos textos sobre jazz em Portugal. O último, acabado de ser publicado, “Encounters with Jazz on Television in Cold War Era Portugal: 1954 – 1974” (Routledge, 2022), é dedicado a Manuel Jorge Veloso.

Agenda

28 Setembro

Granular Bastards

Oficinas do Convento - Montemor-o-Novo

28 Setembro

Pedro Alves Sousa, Hernâni Faustino e João Lencastre

Cosmos Campolide - Lisboa

28 Setembro

João Pedro Coelho “Crónicas”

Hot Clube de Portugal - Lisboa

29 Setembro

Mariana Dionísio & João Pereira “Tracapangã”

Café Dias - Lisboa

29 Setembro

Granular Bastards

O'culto da Ajuda - Lisboa

29 Setembro

Cícero Lee Trio feat. Desidério Lázaro

Drama Bar Lounge - Cascais

29 Setembro

Helena Espvall, José Lencastre e Maria da Rocha

Cossoul - Lisboa

29 Setembro

Conundrum: Pedro Melo Alves, Ignaz Schick

ZDB - Lisboa

29 Setembro

Quarteto Cabaud / Marques

Hot Clube de Portugal - Lisboa

30 Setembro

Apophenia

Cossoul - Lisboa

Ver mais