5 de Junho de 2017

Juntos, porque diferentes

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo (excepto Project Z)

Contra as dominantes tentativas de uniformização do gosto musical, continuam as tentativas de dar a ouvir uma diversidade de abordagens ao mundo dos sons. Eis cinco delas – uma particularmente brilhante, a dos transnacionais Mure Mure (foto acima) – acontecidas na Parede, apenas no intervalo de alguns dias…

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18 de Maio de 2017

Agitações a Oeste

texto Rui Eduardo Paes fotografia José Félix da Costa

O “congresso” dos improvisadores realizado no Oeste português teve mais uma edição em meados de Maio, com o envolvimento de 80 músicos de 16 países. A vinda de George Haslam foi o grande trunfo, mas as atenções recaíram sobre uma portuguesa: a percussionista Sofia Borges. A jazz.pt assistiu ao último dia dos trabalhos – oito horas consecutivas de música – e aqui está o relato.

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9 de Maio de 2017

Guitarras: fundamento e zénite

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

O jazz mais fresco e mais indiferente às separações entre “mainstream” e “vanguarda” que hoje está a ser tocado entre nós apresentou-se na Parede em dois concertos. Os guitarristas Pedro Branco, Mário Delgado e André Santos funcionaram como o eixo das propostas realizadas, mas foi um saxofonista que tocou em ambos os grupos, Francisco Andrade. É como aqui vos contamos…

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24 de Abril de 2017

Dois concertos memoráveis

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Dois dos mais importantes músicos de jazz do planeta, um norte-americano e o outro russo, passaram pela SMUP para um concerto que deixou o público extasiado. Antes esteve um trio suíço, mais o seu convidado catalão, para outra actuação memorável que não deixou nada de fora, justificando o adjectivo “livre” dado à improvisação sem pautas. O ano musical da Parede vai bem encaminhado…

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13 de Abril de 2017

Todas as cores

texto Nuno Catarino e Rui Eduardo Paes fotografia Isabel Costa, Rosa Castro e Restart / Festa do Jazz

A 15ª edição do festival organizado pela Sons da Lusofonia juntou as várias cores que o jazz tem nos dias de hoje em Portugal, indo do hard bop dos Michael Lauren All Stars até à Lisbon Freedom Unit, com ambiciosas propostas de permeio como o Omniae Ensemble de Pedro Melo Alves, os Home de João Barradas ou o projecto Dentro da Janela de João Mortágua. Balanço mais do que positivo.

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3 de Abril de 2017

Um festival de sensações

texto Luís Filipe Meira e Gonçalo Falcão fotografia Mafalda Sousa (Portalegre JazzFest)

Da quase absoluta tranquilidade da parceria entre João Hasselberg e Pedro Branco (foto acima) ao tsunami sonoro dos Shelter, o evento do Alto Alentejo teve mais uma edição, este ano dando especial atenção ao jazz da Noruega. A jazz.pt dá-vos conta do que por ali aconteceu…

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29 de Março de 2017

Missão cumprida

texto Rui Eduardo Paes fotografia Joana Patita e Miguel Pires

O festival de apresentação do jazz português em Berlim foi um sucesso, lotando o Kunstfabrik Schlot e dando ao público local a noção de que algo de especial se passa no nosso país. Se as actuações do Marco Santos Trio e dos Slow is Possible arrancaram entusiasmados aplausos, o delírio aconteceu com os recém-estreados The Mantra of the pHat Lotus de Mané Fernandes.

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20 de Março de 2017

Compor de outro modo

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Improvisação e composição instantânea são uma e a mesma coisa, o que quer dizer que uma música “improvisada” pode ser mais estruturada do que uma “composta” no momento. O mais não seja porque improvisar é compor de outro modo. Dois conceituados grupos nacionais comprovaram isso mesmo neste mês de Março.

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19 de Março de 2017

Um outro Porto

texto Rui Eduardo Paes fotografia Melanie Pereira e Lucas Tavares

Na sua 17ª edição, o evento organizado no Porto pela Free Jazz Company (foto acima, na companhia de Ove Volquartz) tomou as feições de um festival e juntou outros grupos e músicos ao quarteto. Ouviu-se free à maneira de Archie Shepp, improvisação com idiomatismos punk, música de câmara espontânea e articulações com a dança butô e a poesia de choque, entre algo mais. Decididamente, há mais jazz e “improv” a Norte do que os oferecidos pela Porta-Jazz e pela Sonoscopia…

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13 de Março de 2017

Entre o intimista e o orquestral

texto Rui Eduardo Paes fotografia Município da Amadora

Dois concertos introspectivos, outros dois com grandes massas sonoras e um a puxar pela electricidade: foi este o enquadramento da sétima edição do festival que se diz ciclo na Amadora. Na memória ficarão, muito em particular, as prestações dos veteranos João Paulo Esteves da Silva e Carlos Bica e dos jovens Home (foto acima).

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3 de Março de 2017

Comprovação em Lisboa

texto Nuno Catarino

O burburinho gerado pelo álbum “Getting All the Evil of the Piston Collar!” ficou justificado com a apresentação lisboeta do grupo do Porto na Culturgest. O concerto manteve-se em alta tensão entre o jazz e o rock, mas terminou com um tema atmosférico e cantado que destoou de tudo o resto.

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27 de Fevereiro de 2017

Entre linhas

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Há mais formas de equacionar o jazz e a música improvisada com o rock do que as propostas pela fusão e pela colagem. Assistimos a duas muito diferentes, uma proposta por músicos de jazz que andam a desafiar as fronteiras do género e a outra de instrumentistas do rock insatisfeitos com as imperantes limitações de estilo, tanto assim que chamaram a tocar consigo figuras de outras áreas. Os resultados convenceram.

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6 de Fevereiro de 2017

Arte do piano

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Rodrigo Pinheiro e Manuel Guimarães estiveram em destaque nos dois mais recentes concertos da SMUP dedicados à improvisação. O primeiro num registo mais jazz do que lhe é hábito e o outro entrando pelos domínios da música de câmara, bem como dentro do piano. Em qualquer dos casos, bem acompanhados. Aqui contamos como foi (na foto: Guimarães e José Bruno Parrinha)…

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30 de Janeiro de 2017

Passos dados

texto Rui Eduardo Paes fotografia A Besta

O novo projecto do colectivo A Besta apresentou na Zaratan o seu free-noise-punk-jazz e surpreendeu pela diferença, pelo ir e vir das situações e pela força da música. A primeira parte da sessão não o fez menos, com Jorge Nuno a solo passando pelo negrume do stoner e desembocando num céu estrelado tocado com os dedos.

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27 de Janeiro de 2017

Quando o Norte desce ao Sul

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

O grupo do Porto rumou até à Costa do Sol para tocar uma música que já pouco tem que ver com o disco que por aí circula. Mas se a primeira parte do concerto a 21 de Janeiro era de música claramente estruturada e ensaiada, a segunda, com a convidada Pamelia Kurstin, voltou a mergulhar na liberdade e na energia da improvisação. O público exultou.

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24 de Janeiro de 2017

Começo auspicioso

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

O trompetista Luís Vicente iniciou o ano de 2017 com três idas à Parede para concertos muito diferentes – um de jazz de câmara que evocou Satie, outro na mesma noite em que a improvisação dominou sobre a aleatoriedade, um terceiro em contexto de electroacústica à maneira dos Nurse With Wound e finalmente outro – o melhor de todos – em contexto mais sincopado. Um bom arranque para o que mais fizer nos meses que aí vêm…

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23 de Dezembro de 2016

Adeus 2016, e não voltes

texto Rui Eduardo Paes

Sem PA e com apenas cinco músicos, entre um solo e dois duos, o Salão Brazil despediu-se das suas programações do ano nos domínios do jazz e da música improvisada com uma tripla de concertos que teve o seu apogeu numa extravagante actuação de um novo residente em Portugal e de outro que está em permanente vai e vem entre Barcelona e Lisboa. Foi tão bom…

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13 de Dezembro de 2016

Filhos de Cascais

texto Rui Eduardo Paes

Três músicos da linha de Cascais partilham uma visão e até uma linguagem que resulta precisamente do facto de terem habitado o mesmo espaço físico. Pedro Lopes, Pedro Sousa (foto acima de Cláudio Rêgo) e Gabriel Ferrandini acabaram o ano com grandes concertos.

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5 de Dezembro de 2016

Curvas e arestas

texto Rui Eduardo Paes

Em mais um dos seus raros encontros, o quarteto luso-alemão protagonizou um concerto – ou, mais exactamente, uma sessão de gravação com público – em que a improvisação se fez com projecções geométricas. Resultou algo de muito particular e diferente, como se verifica no relato em baixo.

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28 de Novembro de 2016

Uma semana infernal

texto Rui Eduardo Paes fotografia Cláudio Rêgo

Foram dias agitados na SMUP, com uma residência artística para gravação de um disco ao vivo, uma sessão com dois grupos a tocarem juntos e mais três concertos na confluência de vários idiomas musicais mas com um semelhante interesse pelo experimentalismo e pela improvisação. Valeram a pena e vieram com um prémio. Relato do que aconteceu para ler aqui.

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