Rita Maria, 7 de Setembro de 2016

De todo o lado

texto Nuno Catarino fotografia Márcia Lessa

De Lisboa para o Porto, para os Estados Unidos, para o Equador, de volta a Lisboa. A cantora Rita Maria não só vem percorrendo um caminho extenso e rico, como se tem vindo a afirmar com segurança no panorama nacional. Cantora de recursos vastos, tem sido uma figura omnipresente da cena jazz portuguesa, desdobrando-se em múltiplos projectos. Participa em grupos de Afonso Pais e Lars Arens, já colaborou com Carlos Bica e Mário Laginha e, entre várias formações, promete para breve uma com o pianista Filipe Raposo. Uma das grandes vozes do actual jazz nacional, Rita Martins apresenta-se em discurso directo.

 

Como nasceu o teu interesse pela música? Começou no seio da família?

Na minha família só existia como referente o meu bisavô, que era “luthier” de violinos. O meu pai tocava violino mas apenas a nível intuitivo, depois passou-nos o gosto pela música clássica e pela música brasileira. Mais tarde chegou o jazz, porque fomos influenciados por um amigo da família, que todas as semanas trazia um disco especial, e com ele fomos cultivando universos musicais que não conhecíamos. Inclusivamente rock progressivo, que agradeço que me tenha sido mostrado em tenra idade.

 

E depois foste levada para a Escola de Jazz do Barreiro. Como é que te empurraram para lá?

Empurraram-me com gentileza! Foi numa altura especial da minha vida, porque estudava violino e piano, mas era um estudo muito superficial… Toda eu andava a flutuar sobre estas coisas, interessava-me ouvir música, acima de tudo, e cantar era uma coisa que fazia com naturalidade. Aprendi um bocadinho de violino, fui para o Conservatório, mas apercebi-me que aquilo que gostava mesmo de fazer era de cantar. Jorge Moniz, que era professor de bateria do meu irmão, passou lá por casa, ouviu-me cantar e disse: «Tens de vir para a escola de jazz.» E eu disse “«tá bem» e fui! Quando comecei a dar os primeiros passos o meu irmão já estava a tocar, trazia boa música para casa e já tinha meio caminho feito.

 

Seguiste depois para a ESMAE, no Porto…

Nessa altura já sabia que queria continuar a estudar música a nível superior e a única oportunidade para continuar a estudar dentro do País era ir para o Porto. O curso tinha aberto há muito pouco tempo e pareceu-me uma transição suave. Perante as várias propostas que se ofereciam, essa era a única que me manteria em Portugal e na altura achava que não tinha maturidade para fazer outra escolha que me afastasse da família e dos amigos.

 

Mais tarde foste para os Estados Unidos [Berklee] e passaste uma temporada no Equador. Como foram essas experiências?

O primeiro grande choque cultural aconteceu nos Estados Unidos, mas como estava numa comunidade internacional a coisa dissolvia-se um bocadinho. Essa foi a primeira experiência de sair daquilo que era o nosso território conhecido. Aquilo que vale aí são regras diferentes daquelas do nosso país, onde à partida já somos bem tratados, bem recebidos, já temos uma incondicionalidade para com o espaço e para com uma rede de apoio. Nos Estados Unidos isso mudou um bocadinho, mas a gente aprende a estabelecer novas redes de apoio. Torna-se mito interessante, conhecemo-nos sob outra perspectiva. E no Equador aconteceu a mesma coisa, fui para lá dar aulas, mas fiz amizades e fiz sobretudo relações musicais, que foram para além do espectro a que eu estava habituada em Portugal e nos Estados Unidos. Foi uma experiência muito forte, dei aulas sobre coisas que nem sabia que era capaz de ensinar. Obviamente pôs-me à prova, fez-me duvidar, fez-me reconsiderar certas aprendizagens… E depois o facto de conviver com uma cultura musical completamente diferente…

Nós portugueses temos uma relação forte com a cultura brasileira, mas a América Latina é todo um mundo que extravasa a influência da língua portuguesa. E foi esse mundo que eu fui descobrir e que achei muito interessante. Há um paralelismo muito grande com o jazz, há uma mais-valia com o facto de aprendermos jazz e dea improvisação ser uma ferramenta universal. Isso facilita sempre a vida. E depois participei em alguns projectos de música tradicional equatoriana, também experimentei um lado de rock pesado com uma banda equatoriana e também fiz projectos de jazz, que era aquilo que eu estava a ensinar na universidade. Para mim foi uma abertura de portas para um universo pelo qual tenho muito carinho e quero regressar em breve.

Ao encontro da coerência

 

Voltando ao jazz. Quem foram as cantoras que mais te marcaram? Sei que tiveste um amor especial por Ella Fitzgerald…

Sempre fui muito de amores e de… exclusões (não digo “ódios” porque não se trata disso). A Ella marcou-me porque me oferecia muita coisa que conseguia absorver com facilidade… Ela era muito fiel às melodias, tinha uma forma de improvisar muito apelativa e que eu reconhecia, formalmente estava muito dentro da estética que eu queria conhecer melhor. Ela era uma ponte com o mundo da improvisação, ao mesmo tempo a nível interpretativo o timbre dela era uma coisa que me fascinava, a perfeição do timbre dela… continua a ser para mim uma fonte de fascínio imenso. Há poucas coisas que eu ouça da Ella que realmente me desagradem e acho que isso é raro, é muito raro haver essa consensualidade do início ao fim de uma carreira. Não consigo fazer isso em relação a qualquer músico, aliás nem consigo fazer isso em relação a mim, olho para mim e vejo muito pouca coerência…

Quando encontro essa coerência, admiro. E a Ella tinha isso. Era difícil ouvir outra coisa porque tinha sempre esta influência muito forte, que era quase como dizer: «quem é que se atreve a fazer alguma coisa que possa suplantar a riqueza e a profundidade desta cantora?» Só mais tarde é que comecei a ouvir outras cantoras de jazz. Eu ouvia a Ella como referência para tudo. Por outro lado, num sítio diametralmente oposto, tinha Maria João, como aquilo que eu achava que era a contemporaneidade, a proposta contemporânea do jazz vocal. Com esses dois mundos eu estava muito bem. Maria João por um lado, que me alimentava este lado da improvisação, das propostas mais arrojadas a nível textural, a nível interpretativo; e a Ella como referência de estabilidade, de solidez, de entrega à tradição. Elas foram, durante muitos anos, os meus pilares dentro do jazz.

 

Tiveste uma relação mais difícil com Billie Holiday…

Quando um aluno de música se dedica a estudar uma estética absorve determinados ideais e cria, inevitavelmente, alguns preconceitos. Esses preconceitos não foram passados por nenhum professor, surgiram da minha observação da música, que me faziam duvidar de outras possíveis propostas. E isto especificamente dentro do jazz, porque dentro da música brasileira eu tinha disponibilidade para ouvir músicos cujo domínio técnico não era o mais apelativo, mas também não era isso o mais importante. Em relação a Billie Holiday aconteceu isso, descobri apenas tardiamente o meu gosto pela forma como ela interpretava. Isto porque eu tentava ouvir a música e que a música valesse “per se”, e não tanto saber o contexto pessoal que dava vida àquilo. Pensava que aquilo que tinha de dar vida à música era a música, ponto final. Através da interpretação de Billie Holiday tinha de perceber o que ela era na sua essência, sem precisar de saber mais sobre a sua vida. Na realidade, hoje em dia fascino-me com tudo o que está à volta e com tudo que faz que sejamos um reflexo daquilo que vivemos. Na altura não, nem conseguia apreciar musicalmente a Billie. Hoje consigo apreciar a sua música e toda a envolvente histórica ajuda a intensificar a experiência auditiva.

 

E também com Norma Winstone não tiveste uma relação fácil. Mas depois…

Com Norma Winstone também passei da indiferença para um amor total e absoluto! Também nesse caso começou com um desamor. Ouvia a música de Kenny Wheeler e achava que ela era um erro de “casting”. Pensava, «mas porquê esta cantora?». Mas depois comecei a achar o oposto: «que incrível junção, incrível como eles trabalham juntos, a forma como harmonizam, como se complementam a nível textural!» Por isso estou sempre aberta a mudar a minha opinião, é o que a vida me tem ensinado! Norma Winstone também é uma grande referência para mim, dentro do jazz mais contemporâneo.

 

Além destas, quem foram as outras vozes que mais te marcaram?

Sarah Vaughn, Carmen McRae… Noutro campo, Bobby McFerrin, com ele toda a questão da improvisação foi explorada de maneira diferente…

 

O jazz vocal tem sido dominado por vozes femininas. Além do McFerrin, foste influenciada também por outras vozes masculinas?

Tentei complementar com outras estéticas em que a voz masculina estivesse mais presente. As minhas referências masculinas fazem mais sentido noutras estéticas do que propriamente no jazz. Theo Bleckmann faz muito sentido para mim, hoje em dia. E Frank Sinatra também fez muito sentido para mim, em determinada altura, mas não vou dizer que fosse uma influência tão preponderante. A presença masculina no jazz para mim sempre foi feita através da via instrumental. E isso para mim era tão forte que me bastava a nível interpretativo. E depois ia compensar com a questão vocal no lado feminino. Era um equilíbrio perfeito.

Permeabilidades

 

Ao longo do teu percurso tens tocado com muitos músicos. Quais deles foram mais determinantes para a tua evolução?

Zé Eduardo será a minha primeira grande influência. Para além das aulas, permitiu-me partilhar o espaço íntimo da vida familiar, que era um espaço de partilha que extravasava o âmbito das aulas. Depois começámos a tocar e isso era muito bom para mim. Eu ia para casa dele e via-o dar aulas aos alunos e fazíamos ensaios, ele ia fazer concertos e eu ia com ele, havia toda esta influência numa altura em que estava muito permeável e que foi decisiva e determinante para enveredar por esta vida. Essa foi a preparação para a entrada na ESMAE. A par disso conheci Nuno Ferreira, que foi o meu professor e uma grande influência também, que começou no Barreiro e se estendeu para o Porto. Chegámos a ter uma banda pop-rock, chamada Lego, e gravámos dois discos que nunca lançámos! Depois conheci Paula Sousa, que fez um pouco a transição entre o Porto e a Berklee, e que foi muito importante. Continuo a trabalhar com ela.

 

Outra influência importante será Afonso Pais, com quem manténs uma parceria.

O Afonso foi uma referência muito importante. Efectivada em música e em colaboração, sem dúvida que a mais duradoura e mais profunda, e que tem reflexo até aos dias de hoje, é essa parceria com o Afonso. Ele aparece primeiro como professor, apesar de nunca o ter sido directamente, e continua a ser meu professor por tudo aquilo que me tem ensinado até hoje. Tudo começou na Escola de Jazz do Barreiro e aconteceu um episódio caricato. Ele era tão novinho… Tinha acabado de vir dos Estados Unidos e nem reconheci que ele era professor. Entrei por uma sala adentro onde ele estava a dar uma aula e achei que os alunos estavam à espera do professor, por isso sentei-me ao piano e comecei a cantar. Ele não sabia como havia de reagir, porque ficou intimidado. Propus que cantássemos uma música e no final ele lá me disse que era o professor daquela cadeira!

Depois passámos por várias fases, da interpretação de “standards” à música brasileira, que é outro amor que temos em comum. E mais recentemente o jazz contemporâneo, com os temas originais do Afonso. O nosso último disco reflecte exactamente isso, com o lado composicional do Afonso. Foi tudo feito de raiz. Ele também se revela como letrista neste álbum, o que é uma novidade. E também pedimos a colegas que admiramos para escreverem letras para alguns dos temas. É muito difícil comprimir 16 anos de amizade e partilha assim em alguns minutos!

 

Entretanto actuaste com nomes como Carlos Bica e Mário Laginha…

Carlos Bica foi uma das pessoas que apareceram na minha vida mais ou menos na mesma altura da Maria João. Foi muito giro para mim ter havido essa aproximação com o Carlos. Para mim foi assim uma espécie de sonho de adolescente realizado. Depois apareceu a hipótese de trabalhar com Mário Laginha e esse foi outro sonho realizado

 

Além do jazz, onde vais beber inspiração?

A improvisação aparece na minha vida antes até do jazz e ajudou-me a entender muitos dos mecanismos deste género de música. Esses mecanismos foram-me trazidos até pela música indiana, uma influência que eu tive bastante antes do jazz e que muito me ajudou e me levou à Índia. Tudo aquilo que ouvimos vai-nos construindo, vai construindo o nosso universo musical. A música portuguesa apareceu-me muito tardiamente. Não tenho uma escola de música tradicional, para mim redescobrir a minha tradição é parte importante de me redescobrir a nível de identidade. Era algo de que sentia muita falta quando estava no estrangeiro: não saber cantar mais do que uma ou outra referência. Isso é uma coisa que tenho vindo a explorar nos últimos anos. A música africana, a música brasileira… Há tanta coisa em comum nestes universos que não me sinto propriamente só num sítio, sinto-me parte de todo o lado. Isso tem também a ver com a forma como me entrego à música. Não há terreno que eu não deva conhecer…

 

E fora da música?

A literatura é muito importante para mim, a poesia é muito importante para mim… Acho que qualquer cantor, quem use palavras, chega a uma altura em que tem de se debruçar mais profundamente sobre a questão da palavra e da poética. Durante muito tempo escudei-me atrás da improvisação, pois sentia que ainda não tinha maturidade para interpretar determinadas letras. Talvez fosse por isso que não me liguei tanto a Billie Holiday, por exemplo… Aquele confronto com o mundo mais denso, mais escuro, mais dramático da história da vida das pessoas era uma coisa muito conflituosa para mim. Só numa idade mais tardia é que percebi a importância que tem o texto poético associado à melodia. Antes disso, sem que me dessem hipótese, eu não cantava letras, só fazia “scat”. Depois fui aprendendo que há muita riqueza por trás das palavras e da interpretação.

Agora uma nota um bocadinho mais pessoal… Se eu não tivesse vivido o meu primeiro desgosto de amor não teria ligado tanto ao lado da interpretação. Acho que esse foi o ponto de viragem. Dantes nada fazia sentido… «Não, eu não vivo esta história, esta história não me diz absolutamente nada, isto é demasiado dramático, muito teatral.» A partir do momento em que vivo esse primeiro desgosto de amor, tudo passou a fazer sentido! A partir desse momento, todas as letras pareciam ter sido feitas para mim, eu ouvia aquilo e percebia que alguém tinha sentido uma coisa muito próxima daquilo que estava a sentir. Isso abriu uma torneirinha… Agora procuro um equilíbrio entre a emocionalidade que pode ser transmitida através de uma história. Descobri tardiamente essa dimensão poética que só a voz consegue trazer à música.

Não apressar

 

Esse lado da escrita poética é algo que estás interessada em aprofundar, juntamente com a composição musical?

Sim, será, mas é uma coisa muito tímida… A fasquia é muito alta e tenho consciência daquilo que produzo… Se tivesse começado a fazer isso numa idade mais jovem sentiria menos responsabilidade sobre aquilo que escrevo. Como deixei isso para uma altura mais avançada, esse peso recai mais sobre mim. Componho música e também escrevo letras, mas é sempre um processo que sinto que não devo apressar… Quando tiver de sair vai sair e vou esperar pelo amadurecimento da coisa. Estou a compor cada vez mais, e tanto a escrever música como letras.

 

Passando para os teus projectos musicais, em que grupos estás actualmente envolvida?

Tenho o grupo com Afonso Pais; o quarteto com Paula Sousa, António Quintino e Luís Candeias; o Stockholm-Lisboa Project; o trio com André Sousa Machado e Mário Delgado… Tenho agora um novo projecto com Filipe Raposo, que começará como duo. Vamos estar no Hot Clube no dia 5 de Novembro. É uma coisa muito recente e vamos querer que se prolongue por muito tempo… É aí que agora incidem as minhas actividades musicais mais regulares. No grupo do André estamos a entrar em fase de criação para uma futura gravação. Também tenho um grupo com Nuno Costa que, apesar de ter influência jazzística, não é jazz puro e duro, é mais formato canção. Conta com a presença de Óscar Graça, Bernardo Moreira, João Hasselberg… São tudo composições do Nuno Costa e tem algumas letras minhas. O disco está prestes a sair, vai sair em Março. E o novo disco do grupo com o Afonso vai sair em Novembro. Estive também a gravar com Lars Arens e esse álbum também irá sair em breve… E há uma promessa de projecto que inclui o pianista Luís Figueiredo e o contrabaixista Mário Franco, mas este ainda está em desenvolvimento…

 

Para quando um disco como líder, só com o teu nome na capa?

Acho que está na forja, mas esta questão de me afirmar como compositora e letrista é uma coisa que, como disse, não quero apressar… Quero que esse primeiro disco que fizer em nome próprio tenha um cunho pessoal. Aparecerá quando tiver de aparecer. Penso que ainda este ano de 2016 irei começar a compor objectivamente para esse propósito.

 

Hoje há muitas cantoras de jazz na cena nacional, como Maria João, Sara Serpa, Joana Machado, Marta Hugon, entre outras, além de continuarem a surgir novas vozes como Joana Espadinha, por exemplo. Achas que há espaço para todas estas cantoras?

Acho que há sempre espaço para toda a gente, não estou de acordo com uma visão fatalista. Com a qualidade com que se faz música hoje em dia em Portugal já extravasámos as fronteiras do País. Não podemos pensar que estamos cingidos ao espaço geográfico de Portugal. Somos cidadãos do mundo. A nossa música tem de estar além-fronteiras. A Sara [Serpa] é um exemplo disso, vive em Nova Iorque e tem uma carreira prolífica, cantando com todas as referências do panorama actual do jazz. Apesar de este ser um espaço com muitas limitações, com muita falta de apoios, ainda assim consegue ser incubador de uma geração musical sem precedentes. Não desvalorizando aquilo que foi feito anteriormente, acho que nunca se produziu tanta boa música em Portugal como se produz actualmente. E isso é a prova viva de que vale a pena continuar

Haverá sempre espaço, acho que ninguém rouba o lugar a ninguém. Temos é de começar a encontrar o nosso lugar. Temos de criar os nossos próprios lugares - de interação, de performance, de apresentação de propostas. Isto tem de ser uma coisa que somos nós a lavrar. Antigamente, havia estruturas mais sólidas que davam subsídios e possibilidades que hoje não existem, pelo que nos temos de reconfigurar segundo as circunstâncias. Acho que isso só nos pode trazer mais forças. É uma mais-valia haver cada vez mais e melhores músicos, isso só aumenta a qualidade daquilo que se faz. Para mim, é uma riqueza poder ver concertos de colegas meus todas as semanas, dentro e fora do jazz, que me inspiram e me dão vontade de fazer coisas novas. Há espaço para isto e para muito mais. Haja pessoas que tenham a mesma visão que nós dentro de Portugal como existem fora. Trabalho muito fora do País e vejo o apreço que existe pela cultura musical portuguesa fora de Portugal. Era bom que dentro de Portugal também se apoiasse e se desse esse respeito e esse carinho, para se viver com dignidade no mundo das artes.

 

Para saber mais

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