, 9 de Fevereiro de 2017

Amadora volta a ter jazz em Março

Na sua sétima edição, o Ciclo de Jazz da Amadora volta, entre os dias 1 e 4 de Março, a mostrar algum do melhor jazz que se pratica em Portugal, desta vez juntando ao local onde habitualmente acontecem os concertos, os Recreios da Amadora, um novo espaço, o Cineteatro D. João V. Tal como é de tradição nesta iniciativa promovida pela autarquia local e programada pelo Jazz ao Centro Clube, a valores sólidos do panorama nacional juntam-se jovens projectos que anunciam um futuro auspicioso para este género musical no nosso país.

A 1, apresenta-se o duo de Afonso Pais e Rita Maria, em revelação do álbum recém-editado (pela alemã Enja) “Além das Horas”. O jazz surgirá em formato de canção, com abertura a múltiplas influências musicais. Entre elas, o conhecido gosto do guitarrista pela música popular brasileira. Na noite seguinte, e tal como vem acontecendo nos últimos anos com enchentes de público, poderemos assistir a uma prestação do GeraJazz, “ensemble" orientado para o jazz com os muito jovens músicos da Orquestra Geração, com direcção do trombonista e professor Eduardo Lála.

No dia 3 de Março, vez para o novo projecto do acordeonista João Barradas, Home, numa formação invulgar com duas guitarras (Mané Fernandes e Gonçalo Neto), vibrafone (Eduardo Cardinho), contrabaixo (Ricardo Marques) e bateria (Guilherme Melo), para além dos acordeões, o convencional e um instrumento MIDI, do líder e compositor. A música promete igualmente ser “diferente”.

É o que acontecerá, ainda, na tarde de 4, com uma mudança de localização para o Cineteatro D. João V. Será aí que a Big Band do Hot Clube de Portugal pegará em alguma da música que António Pinho Vargas escreveu quando ainda se dedicava ao jazz (é hoje um renomado compositor de música erudita contemporânea), “A Dança dos Pássaros”. À noite, de regresso aos Recreios da Amadora, tocam duas das maiores figuras do jazz português, Carlos Bica e João Paulo Esteves da Silva, finalmente tocando a sós depois de diversas colaborações conjuntas com outros músicos (formaram, por exemplo, um trio com o baterista Peter Epstein) e de o segundo ter interpretado as partituras do primeiro no álbum “White Works” (foto acima, de Vera Marmelo).