, 31 de Janeiro de 2017

Estrela Decadente: um ano em festa

No início de 2016 um novo espaço lisboeta (junto à Graça) começou a acolher concertos e exposições de forma regular. Passado um ano, o Estrela Decadente assinala o seu 50º evento com uma grande festa que junta músicos e artistas visuais - será já esta quinta-feira, dia 2 de Fevereiro. Uma exposição dos 50 cartazes dessas iniciativas, de tamanho A0, cobrirá todo o espaço e tocará o Ensemble Decadente, constituído por Luís Vicente (trompete), Yedo Gibson (saxofones tenor e soprano), José Lencastre (saxofone alto), Maria Radich (voz), Manel Lourenço (teclados), João Paulo Daniel (electrónica), Petiz (guitarra), António Alcântara (guitarra), Xavier Almeida (baixo), Abras (baixo), Bernardo Álvares (contrabaixo), Diogo Vouga (percussão), Benja (percussão), Isa Cobra (triângulo) e António Caramelo (megafone). Agendados estão ainda um concerto quase madrigal de Sar (co-programador desde Setembro), o lançamento de uma zine dedicada às 50 edições, uma performance de André Neto e, por fim, uma sessão de DJing pelo residente Xico da Ladra.

Xavier Almeida, o programador do ciclo, guarda boas memórias do trabalho já realizado: «Todas as edições foram especiais porque fizeram parte do processo. Poderia destacar algumas por terem enchido o espaço à pinha, mas não é esse o objectivo do Estrela Decadente: lidamos com criadores que normalmente trabalham nas franjas. Prefiro lembrar a edição em que tocou pela primeira vez o Quarteto Incrível + António Chaparreiro. No público estava o Sei Miguel, que depois do concerto fez uma conversa, aberta para a sala, com os músicos. O tema era vago, mas falou-se de metafísica e de transcendência tanto quanto de som.»

Promete o responsável do Estrela Decadente que daqui por diante virá «mais do mesmo». «Se bem que eu queira acrescentar a este modelo de programação uma área específica que seja intervencionada por artistas todas as semanas e que deverá começar em Março. Iremos aperfeiçoar as coisas, mas sobretudo queremos continuar como uma locomotiva sem estação terminal, juntando pessoas a bordo à medida que avançarmos», assinala. (Nuno Catarino)