, 14 de Dezembro de 2016

Slow is Possible com novo disco na calha

Agora em formato de sexteto e com algumas diferenças de instrumentação (com o saxofonista alto Bruno Figueira também a tocar tenor e clarinete, e o violoncelista André Pontífice a dobrar no baixo eléctrico), o grupo-sensação de 2016, Slow is Possible, esteve nos estúdios Namouche, em Lisboa, no fim-de-semana de 10 e 11 de Dezembro a fim de gravar aquele que será o seu segundo disco. Este ainda não tem editora confirmada, mas o título deverá ser o de um dos temas incluídos, “Moon Watcher”, segundo apurou a jazz.pt junto de João Clemente, o guitarrista e porta-voz da formação.

À excepção de “Catchin’ Bukowski”, que foi estreado ao vivo no Jazz no Parque, em Serralves, no mês de Julho, e de uma versão em trio, com contornos clássicos e particularmente emotivos, de “Therefore”, a composição que fecha o álbum debutante lançado no final de 2015 pela JACC Records, todo o demais repertório do CD é inédito. Ou era, pois o alinhamento foi apresentado em concerto no passado dia 10, na paredense SMUP. Pelo que se ouviu, passagens de jazz swingante lembrando Charles Mingus e inesperados “riffs” de metal caracterizam esta nova investida da banda da Beira Interior, deixando antever que a surpresa por ela criada nos concertos deste ano no Ciclo de Jazz da Amadora, na Festa do Jazz do S. Luiz, no Portalegre Jazz Fest, no ciclo 351+ da Culturgest e no SpringOn da Casa da Música terá continuidade em 2017.