Free jazz na Argentina, 10 de Novembro de 2015

Free jazz na Argentina

Ecos das pampas

texto Fabricio Vieira

Em Portugal pouco conhecemos da música improvisada que se pratica no país de “Gato” Barbieri (foto acima), mas o brasileiro Fabricio Vieira, responsável do blogue Free Form Free Jazz, está atento ao que lhe chega daquelas paragens vizinhas. Eis o seu relato do que por ali vem acontecendo…

A Argentina tem, provavelmente, a cena jazzística mais intensa do Hemisfério Sul. Essa é uma história de muitas e muitas décadas, que se inicia quando o país do tango começa a ser seduzido pela então novidade “jazz”. Não demorou tanto para que o gênero conquistasse um espaço próprio no país, gerando uma linguagem particular, em um processo que logo gestaria ídolos e referências locais.

Com o tempo, músicos de jazz argentinos começaram a desbravar o cenário internacional. Pioneiro nesse aspecto foi o guitarrista Oscar Alemán (1909-1980), que viveu na Europa nos anos 30, onde gravou com o trompetista Bill Coleman e acompanhou Josephine Baker. Depois seria a vez do pianista Enrique Mono Villegas (1913-1986), que assinou com a Columbia em 1955 e se mudou para NovaYork, onde gravou dois discos para o selo. Mas sucesso mesmo fora de seu país faria o pianista e arranjador Lalo Schifrin.

Descoberto por Dizzy Gillespie, Schifrin desembarcou nos Estados Unidos no fim dos anos 50, onde trabalhou com o icônico trompetista, antes de se tornar premiado autor de trilhas para cinema. Outros tantos músicos se destacariam nas décadas seguintes e algumas obras jazzísticas realmente singulares nasceriam no país, como “Suite Trane” (Alberto Favero, 1969), “Bronca Buenos Aires” (Jorge López Ruiz, 1970) e “Ego” (Jazz Band de Free, 1972). 

In search of the mystery

Guillermo Gregorio 

A relação entre o jazz criado na Argentina e as expressões mais radicais do gênero também data de muito. Seria um antigo integrante da orquestra de Schifrin que abriria as portas do país ao free jazz. Nascido em Rosário em 1934, Leandro “Gato” Barbieri primeiro se estabeleceria como importante saxofonista local, antes de decidir tentar a sorte no exterior – desembarcaria na Europa em 1963. Barbieri conheceu, na França, Don Cherry. Pode-se dizer que foi esse encontro que o libertou de seu passado e o abriu a uma nova jornada artística. Entre os anos de 65 e 66, Barbieri excursionou e gravou junto com Cherry, participando de registros fundamentais como “Complete Communion” e “Symphony for Improvisers”. Em 1967, o saxofonista gravaria como líder para o selo ESP-Disk o álbum “In Search of the Mystery”.

No período, Barbieri gravou também com Carla Bley (“Escalator  Over the Hill”), Charlie Haden (“Liberation Music Orchestra”) e Alan Shorter (“Orgasm”) e logo começou a desenvolver uma estética própria, na qual buscou unir o free jazz a sonoridades latino-americanas. Essa ideia gerou em 1969 o álbum “The Third World”. Na mesma linha, editou os bem realizados “El Pampero” e “Fenix”. Infelizmente, em meados dos anos 70 Barbieri se afastou do free jazz, passando a fazer escolhas estilísticas mais óbvias e comerciais.

Outro pioneiro da música livre no país é Guillermo Gregorio. Nascido em Buenos Aires em 1941 e em atividade há cerca de cinco décadas, Gregorio foi figura fundamental do “underground” argentino nos anos 60 e 70, desenvolvendo sua própria linguagem a partir da improvisação livre e estando à frente, na época, do importante projeto Movimiento Música Más, ligado aos ideais do Fluxus. Uma amostra de seus primeiros trabalhos foi resgatada no álbum “Otra Musica” (Atavistic, 2000), que traz peças de importância histórica como “Solo”, um dos primeiros registros de improvisação para saxofone alto solista, feito em 1964.

Clarinetista e saxofonista, Gregorio optou por buscar novas possibilidades fora de seu país, que deixou definitivamente em 1986. Radicado nos EUA, tocou e gravou nesses tempos com Fred Lonberg-Holm, Mats Gustafsson, Franz Koglmann, Mat Maneri, Jim O’Rourke, dentre outros.

 Apesar do pioneirismo de Barbieri e Gregorio, o free jazz e a improvisação livre demoraram para ter um número considerável de praticantes na Argentina. Encontram-se registros de não mais muitos personagens nessa seara até ao menos meados dos anos 90, apesar de o jazz, de uma maneira geral, sempre ter se mantido muito ativo no país. Dentre os que há mais tempo se interessaram pelo estilo, vale citar ainda o pianista Gustavo Kerestezachi (1942-2003), que no início dos anos 70 desembarcou em Paris e logo se associou a Alan Silva. Dessa altura, restou uma gravação que Kerestezachi fez com o grupo do baixista Bob Reid, “Africa is Calling Me” (74), da qual também participou Oliver Lake. 

Passos concretos

Enrique Norris 

Ainda nos tempos primeiros de relação com o free, marcante foi a passagem do quarteto do saxofonista Steve Lacy (com Enrico Rava, Johnny Dyani e Louis Moholo) por Buenos Aires em 1966, onde seria gravado o álbum  “The Forest and the Zoo”. O contato naquela ocasião com Dyani e Moholo, que teriam ficado hospedados em sua casa, ajudou um jovem chamado Sergio Paolucci a descobrir sua vocação e destino. Ainda estudante de música, o futuro saxofonista se encantaria com o som produzido pelos visitantes, passando a dar os primeiros passos concretos nessa seara nos anos 70, montando um trio com o baixista Hernán Merlo e o baterista Pepi Taveira.

«El free jazz en Argentina jamás existió, hasta la aparición de Sergio Paolucci», diz o crítico e produtor Walter Thiers no livro “El Jazz Criollo y otras Yerbas”. Apesar de ser uma referência nacional e ainda estar em atividade, o trabalho de Paolucci – registrado principalmente a partir dos anos 90 – é muito pouco conhecido e divulgado fora de seu país. Entre seus não muitos títulos, estão “Aproximación a Coltrane” (91), “Free Jazz Tango” (96) e o disco de sax solo “Resplandor” (2009), provavelmente sua última gravação.

A cena contemporânea argentina se mostra bastante aberta ao “avant-garde”, com muitos músicos, nos mais variados instrumentos, desenvolvendo sua arte tendo aí referências importantes. Alguns focados no que há de mais experimental, outros com preocupações jazzísticas mais explícitas, fato é que a Argentina tem hoje uma lista extensa de músicos realmente criativos e empolgantes. De saxofonistas, é valioso conhecer: Pablo Ledesma, Ada Rave, Pablo Puntoriero (do inquieto quarteto La Cornetita, com quase duas décadas de atividade), Roi Maciaz, Luis Natch, Carlos Lastra, Hernán Samá, Miguel Crozzoli, Jorge Torrecillas, Pablo Moser, Natalio Sued, Ingrid Feniger e Rodrigo Domínguez.

No piano, uma escalação de figuras que não ignoram o free teria com certeza Pepe Angelillo, Paula Shocron, Ernesto Jodos, Nico Chientaroli, Ruben Ferrero, Santiago Belgrano e Teo Cromberg. Muitos são também os bateristas de primeiro time: Pepi Taveira, Sergio Verdinelli, Pablo Díaz, Martín López Grande, Andres Elstein, Augusto Urbini, Damián Allegretti, Fran Cossavella, Juan Pablo Carletti e Carto Brandán. Nos outros instrumentos, não podem deixar de ser mencionados os baixistas Jerónimo Carmona, Mono Hurtado, Mariano Otero, Juan Bayón, Hernán Merlo, Carlos Álvarez e Pablo Vásquez; além dos guitarristas Juan Pablo Arredondo, Fernando Tarrés, Alcides Larossa (um importante divulgador da improvisação livre), Claudio Nuñez e Wenchi Lazo.

Esses músicos apresentam propostas variadas e inventivas, mas apenas uma parte deles já teve a oportunidade de levar seu trabalho para ser conhecido fora do país. Um dos mais destacados e que permanece ainda muito ligado ao cenário doméstico é Enrique Norris. Cornetista e pianista, Norris é um nome fundamental da contemporânea cena argentina. Um dos mais originais e criativos músicos do país, Norris está em atividade desde os anos 80, tendo tocado e gravado com praticamente todo mundo por lá, como “sideman” ou comandando um de seus diferentes projetos, como Cacerola (que tem editado um inspirado disco homônimo), o trio M.E.S., NGG Jazz e NPGEconcentrado.

Foi sobretudo a partir dos anos 2000 que Norris se firmou como figura central. E é também somente a partir desse período que começa a gravar como líder. Atualmente, conduz o Norris Trío, ao lado de Pablo Díaz (bateria) e Maximiliano Kirszner (baixo). É com esse grupo, com quem acaba de lançar um novo título, que mais facilmente sua música pode ser conhecida (os discos têm sido divulgados via Bandcamp), pois seus trabalhos anteriores, sempre gravados de forma independente, são relativamente difíceis de serem encontrados. 

Uma cena viva

Pablo Diaz 

Toda essa gama de instrumentistas (e outros mais não citados!) tem ajudado a manter uma cena viva, bastante intensa e produtiva, que tem seu polo principal em Buenos Aires. A música jazzística e improvisada contemporânea da Argentina é bastante vasta, um leque amplo que abarca do pós-bop ao “avant-garde”, e tem sido editada por diferentes selos locais dedicados ao gênero, como Kuai Music, BAU, PAI, S’Jazz e Rivorecords.

Quem passar por Buenos Aires, não terá dificuldade para escutar ao vivo o que os jazzistas estão criando. Diferentes espaços fazem com que a noite portenha tenha uma oferta contínua, com artistas jovens e veteranos se apresentando em lugares como Thelonious Club, Notorious, Café Vinilo, Boris Club e Virasoro Bar (este, um espaço com papel relevante na divulgação da música mais experimental). Mas, claro, a vida de músico de jazz, especialmente os ligados a expressões vanguardistas, não é nada fácil.

«Gosto de utilizar o termo “música criativa” para designar o que toco)», afirma o baterista Pablo Díaz. «Na Argentina, tem havido muita movimentação em torno dessa música e cada vez há mais músicos interessados em enfrentar suas composições, liderar projetos próprios e explorar a improvisação livre», diz. «É possível viver de música na Argentina da mesma forma que em qualquer outro lugar do mundo. Tudo depende do que espera. A música te traz um retorno espiritual que é muito valioso. Em relação à questão econômica, salvo alguns poucos, geralmente os músicos têm que trabalhar com outra coisa para ganhar dinheiro. É muito comum ter que dar aulas ou mesmo ter outro emprego.»

Sendo uma cena independente, é inevitável que os músicos busquem formas próprias de divulgar e desenvolver seu trabalho. Nesse âmbito, merece destaque a criação do Free Jazz Festival de Buenos Aires, no começo dos anos 2000, por Ruben Ferrero, evento que ainda segue ativo. Pianista e pesquisador de sons étnicos, Ferrero passou a se envolver de forma crescente com a improvisação livre nos anos 90 e foi um dos poucos argentinos a fazer parcerias com brasileiros – ele gravou com “Panda” Gianfratti e Yedo Gibson o disco “Contra-Mão”, em 2004. No momento, o pianista trabalha em um documentário, “Free Jazz – Rugido de Libertad”, sobre a cena local. 

A Km de distância

Paula Shocron 

Pablo Ledesma

Há também quem trabalhe distante do principal polo cultural. A cerca de 800 km de Buenos Aires, na Província de San Luís, há uma interessante figura a estimular o free jazz. Trata-se do multi-instrumentista Roi Maciaz. Originalmente um saxofonista, Maciaz tem também tocado constantemente piano e guitarra e desenvolvido um trabalho independente com músicos de sua região. Com mais de uma dúzia de discos editados, Maciaz aposta em uma música enérgica e focada na improvisação livre, mantendo o espírito “Do It Yourself” vivo, gravando e distribuindo suas criações. Sua principal contribuição é ao sax alto e seus duos com o jovem baterista Feco González são especialmente intensos: “energy music” como motor criacional. 

Em outro extremo encontra-se a pianista Paula Shocron. Nascida em Rosário, Shocron estreou há dez anos com o intimista “La Voz que te Lleva” e, desde então, tem aberto sua música a uma viagem cada vez mais livre e desafiadora. Em meio a bem-sucedidos registros de perfil mais jazzístico, como “Urbes” e “Our Delight”, Shocron tem mostrado em projetos recentes, como o Nuevo Ensamble e o Imuda (este focado na improvisação, tendo sido criado ao lado da dançarina Laura Monge e hoje agregando diferentes músicos), possibilidades novas e mais intrigantes de sua arte. O recém-lançado disco “Anfitrion”, registro do SLD Trío, que conduz ao lado de Pablo Díaz e do baixista German Lamonega, ilustra bem essa face atual de sua arte.

Ao jornal La Nación, em entrevista sobre esse mais recente trabalho, ela disse: «Querría que la música fuera cada vez más inclusiva, que no se limitara a un estilo, que no calzaraen una etiqueta. Somos um montón de perspectivas todas juntas. Si sacamos lascasillas, todas esas perspectivas pueden convivir e interactuar. Eso enriquece a cualquier artista y al arte en general.» Shocron é uma fantástica artista múltipla, com talento que merece ser cada vez mais descoberto por público e crítica internacionais.

Apesar de os atuais meios de divulgação via Internet facilitarem a descoberta dessa música mundo afora, nota-se ainda a falta de um intercâmbio mais forte, tanto de artistas estrangeiros visitando o país quanto de instrumentistas argentinos tocando e se integrando à cena internacional. Mesmo a relação com o vizinho Brasil é bastante superficial. Nesse aspecto, não pode deixar de ser citada a atuação do saxofonista britânico George Haslam. Desde que passou pela Argentina no começo da década de 1990, Haslam buscou se integrar a músicos locais, sempre retornando para festivais e “gigs”, além de gravar com alguns deles, como Paolucci, Ferrero, Maciaz e Ledesma. Tais registros seriam importantes para levar o som de músicos argentinos para a Europa, por meio de álbuns como “Once Upon a Time in Argentina” e “Argentine Adventures”, editados pelo selo Slam Productions.

Um músico que gravou com Haslam e depois registrou passagens em diferentes oportunidades pela Europa foi o saxofonista Pablo Ledesma. Vindo de La Plata, Ledesma começou sua carreira nos anos 80, tendo se tornado professor de sax e improvisação, sendo importante referência para toda uma geração. A busca por ampliar sua criação o levou a parcerias com músicos estrangeiros, o que rendeu recentemente um belo álbum em duo com o pianista espanhol Agustí Fernandez (“Improvocaciones”, 2013), além da oportunidade de tocar nos últimos anos com nomes como Elton Dean, Lol Coxhill, John Edwards, Butch Morris e Lê Quan Ninh.

«Tocar jazz é uma tarefa realmente difícil, não apenas porque demanda muitos anos de estudo e experiência, mas também porque não existe uma oferta de trabalho abundante, para atender a crescente quantidade de músicos de alto nível que tem surgido. A Argentina não é uma exceção e as oportunidades para desfrutar de um bom palco e uma audiência entendida no assunto são raras, o que se torna ainda mais evidente fora de Buenos Aires», afirma Ledesma.   

Idas e vindas

Leonel Kaplan 

Ada Rave

Outro saxofonista que buscou se aproximar de artistas destacados do free internacional é Roberto Pettinato. Mais conhecido em seu país por ter feito parte da cultuada banda de rock Sumo nos anos 80, além de comandar um popular programa de TV, Pettinato começou a se interessar pelo universo do free jazz apenas nos anos 2000. Depois de um disco irregular editado com músicos locais (“Musica Anticomercial”, 2003), aprofundou suas experiências, que culminaram em “Purity”, gravado em 2012, em NovaYork, ao lado de Dave Burrell, Henry Grimes e Tyshawn Sorey.

E tem Leonel Kaplan, provavelmente o instrumentista argentino contemporâneo ligado ao free mais integrado ao cenário internacional. Trompetista que começou sua trajetória focado no jazz, Kaplan passou a se aprofundar na improvisação livre a partir dos anos 2000 e, entre idas e vindas pelas cenas de Estados Unidos e Europa, tocou com muita gente e desenvolveu variados projetos internacionais. Um de seus primeiros parceiros estrangeiros foi o alemão Axel Dörner. Depois formaria um trio com Nate Wooley e Audrey Chan (“Silo”, 2006). Gravaria ainda com John Butcher, Tetuzi Akiyama e com a trompetista alemã Birgit Ulher, com quem mantém o projeto Stereo Trumpet. Seu principal parceiro atualmente é o austríaco, radicado em Buenos Aires, Christof Kurzmann. Kaplan tem tocado sempre que possível na Europa e também recebido músicos estrangeiros para “gigs” na Argentina – como os duos que realizou em 2014 com a trompetista Susana Santos Silva.

Na esteira dos pioneiros Barbieri e Gregorio, alguns músicos argentinos ligados ao free têm feito a opção de se mudar para o exterior. Esse é o caso dos bateristas Damián Allegretti e Juan Pablo Carletti, ambos radicados em NovaYork. Allegretti editou no ano passado seu primeiro álbum como líder, “Stoddard Place”, registro em trio com Erik Friedlander e Tony Malaby. Já Carletti, que está há cerca de uma década vivendo nos EUA, tem tocado atualmente no Rob Brown Quartet e lançou neste ano “Illusion of  Truth”, um duo com o celista Daniel Levin. 

Mais recentemente, a saxofonista Ada Rave e o pianista Nico Chientaroli partiram para Amsterdã em busca de novos ares e oportunidades. «Mudei para Amsterdã a princípio porque queria, com a Ada, ter uma experiência em algum país com tradição de improvisação livre, como Inglaterra, Alemanha ou Holanda. Acabamos vindo para cá porque era o único lugar onde tínhamos amigos músicos, como um primeiro passo e depois ver o que acontecia. Acabamos gostando da cena de Amsterdã e decidimos ficar por aqui», diz Chientaroli, que acaba de editar seu primeiro álbum de piano solo, “Cada Fuego es el Primero”.

Entre os saxes tenor e soprano, Ada Rave é uma das vozes mais destacadas da cena argentina. Após comandar e participar de diferentes projetos em seu país – “Proyecto Orgánico Rave”, “Los Improvisadores Gráficos”, “Martes 151”, além de seu empolgante “Quarteto” –,  Rave tem, em meio a novas parcerias, explorado mais o formato solista nesta temporada europeia. Tal faceta pode ser ouvida no recente “A Trial, a Texture”, editado pelo selo Pan y Rosas, que a mostra cada vez mais inventiva no trabalho com a improvisação livre.

«Não deixámos Buenos Aires por falta de oportunidade, fomos porque queríamos ter outras experiências, conhecer outros músicos, costumes, outras maneiras de pensar e encarar a vida. Buenos Aires é uma bela cidade, cheia de oportunidades, mas também a improvisação livre ainda é bastante jovem por lá. Queríamos ir a um lugar onde existe uma tradição nesse estilo, onde se encontram músicos que vêm trabalhando com esta música há muito tempo», afirma Chientaroli.

 

Discografia seleccionada do free jazz argentino 

SLD Trío: “Anfitrion” (Independente, 2015)

Nico Chientaroli: “Cada Fuego es el Primero” (Creative Sources, 2015)

Norris Trio: “La Hora de Ahora, es Ahora?” (Enonane Records, 2015)

Ledesma/ Hurtado/ Angelillo/ Misa: “Orillas” (Cielo Arriba, 2015)

Juan Bayon: “Control” (Kuai Music, 2014)

Andres Elstein: “La Caja” (Pan y Rosas, 2014)

La Cornetita: “Mr. Woolfoot” (Acqua Records, 2013)

Ada Rave Cuarteto: “La Continuidad” Quarteto (PAI, 2012)

Leonel Kaplan / Kurzmann / Carrasco: “Casa Corp” (Dromos, 2012)

Roi Maciaz Quarteto: “Out” (Ulian Records, 2012)

Pepi Taveira: “Reunion” (S’Jazz, 2008)

Juan Pablo Arredondo: “Trío” (Independente, 2007)

Fernando Tarrés: “Cruces” (BAU, 2006)

Norris / Lazo / Ferrera: “Cacerola” (Uanchu, 2001)